terça-feira, 4 de outubro de 2011

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Caça as lebres

A lebre é um mamífero da família Leporidae pertencente ao gênero Lepus ou Promologus tímido e de olfato desenvolvido.
O macho recebe o nome de lebrão e a fêmea de lebre. Comumente é confundido com o coelho que também é um Logus. Caracteriza-se por apresentar pelagem parda com variações de tons entre dorso e ventre. Suas orelhas são mais avantajadas que as dos coelhos têm costume de perambularem à noite.
Roem tudo que encontram e reconhecem como alimento. Algumas plantações de grãos como amendoim são as preferidas. Para tanto cavam junto à planta e desenterram as nozes destruindo enormes áreas, pois agem em grupo. Adoram alface e outros produtos das hortas. A geografia da região sempre foi a responsável pela limitação deste animal confinado na região sul além do rio Mampituba, por um lado a praia e o mar, por outro a serra com as escarpas dos aparados da serra e seus cânions.
Na Australia elas foram levadas da Europa, entretanto sua proliferação por falta de predadores foi em proporções astronômicas constituindo-se em verdadeira praga e elas eram apreendidas com uso de redes nos campos.
Como curiosidade, registramos um fato interessante causado pelo progresso que interferiu alterando a fauna e a flora. Na região sul do estado a lebre apareceu, infestou e se estabeleceu, após cruzar o rio Mampituba através da ponte da BR 101.
Na cadeia animal a lebre e o coelho fazem parte da alimentação preferida de todos os carnívoros, razão pela qual a natureza dotou a espécie de agilidade e grande capacidade proliferativa que explica sua presença em numero significativo em toda região sul de Santa Catarina.
Como fato curioso foi observado que a lebre fêmea bate no macho para mostrar e estabelecer o momento ideal para proliferação.
Por se tratar de um bicho de grande volume atingindo de 4 a 5 quilos tem volumoso lombo com membros posteriores bem desenvolvidos, sua carne abundante é clara de sabor delicado apesar de rústico.
Toda região era rica em caça como marreca do mato, perdiz, codorna, por vezes cisne branco e toda fauna de banhado, hoje proibido e controlado.
Um dos animais era chamado de cujá ou ratão do banhado conhecida nos países que usam peles no vestuário com o nome de nutria. Esta caça tinha sua carne comercializada no mercado público de Tubarão e sua pele é que tinha valor e espaço no mercado paralelo.
A caça da lebre, hoje não sei, à época não era reprimida e possuía características muito particulares. O horário especial é após o pôr do sol e início da noite, de preferência em noites sem luar. Espingardas de calibre grosso e munição pesada são as indicadas.
Na carroceria de camionete ou jipe sem capota, munidos de faróis de carro que permitiam iluminar a sua volta e encontrar a lebre, quando manejados com maestria. As lebres são pardas e conseguem atingir a velocidade em torno de 55 km/hora. Quem atua como faroleiro varre as áreas com movimentos horizontais sem utilizar a arma, a equipe dividida em duas atuava à direita ou à esquerda buscando as lebres nos pastos ou gramados onde se aglomeravam ou eram mais freqüentes. Seus grandes olhos com amplas pupilas refletiam a luz de cor vermelha que as identificava pois em baixa altura não confunde com o cachorro que tem cor esverdeada.
Com o retorno já dentro da noite a limpeza do produto da caçada era realizada em seqüência assim como a partilha.
A minha cota não rendia muito tempo, pois os amigos sabendo do troféu se reuniam na minha casa e lá ele era comido assado. Na verdade acontecia reunir tanta gente que a cada um tocava um pequeno pedaço funcionando como aperitivo.
As peles eram abandonadas por apresentarem defeitos provocados pelos projeteis que as abateu.
Na culinária seu aproveitamento acompanha o modo de preparo igual aos coelhos.
Pelas características da carne e pela sua suavidade os temperos devem ser utilizados de maneira delicada na quantidade e qualidade.
Desta forma podemos assar em forno ou grelha ou cozer em molhos variados.
A forma mais requintada e rápida é um ensopado com bastante tomate, cebola, alho, e ao final acrescentar suco de laranja e vermute, engrossando com amido de milho ou farinha de trigo ou frita e banhada depois em molho de mostarda amarela.
Existem as sofisticadas terrines, mas, também é apreciável apenas frita ou ensopada com temperos comuns.

rodrigodeca@gmail.com

O pescoço

Pescoço

O pescoço é o segmento do corpo que apresenta grande mobilidade permitindo a rotação da cabeça em relação ao corpo.
Claro que segundo sua posição na escala zoológica e forma de vida de cada animal é determinado o formato e a existência ou não do pescoço.
Em algumas espécies, defesa, caça e alimentação, são desenvolvidas de tal maneira que dispensam o pescoço como no caso dos crocodilos, jacarés, lagartixas, peixes e certos insetos. Outros representam ser totalmente pescoço, como as cobras, enguias, vermes e minhocas ou depender muito deles como a girafa. Algumas aves logram rodar a cabeça para trás como as corujas, mas, com o homem não é assim, no máximo gira 180º sobre os ombros somando os movimentos para esquerda e para a direita. Os movimentos anterior e posterior são limitados pelo tórax. Movimentos próprios dos olhos e o ângulo de visão completam a nossa visão quase total da circunferência apesar de haver um espaço cego nas costas que para ver obriga girar o corpo.
Analisando o contorno do pescoço temos que dividir em quatro quadrantes em que os laterais são de superfícies semelhantes e diferentes o anterior e posterior. Em vista posterior encontramos um cilindro limitado pelo crânio coberto por pelo na parte alta e apenas pele na parte inferior com um sulco vertical no meio correspondendo às vértebras em suas projeções posteriores chamadas de processo espinhoso e ladeadas pela musculatura para-vertebral conhecido como nuca ou popularmente de cangote.
O segmento anterior é limitado acima pelo queixo (mento) e parte do bordo da mandíbula e abaixo pela junção das clavículas com o osso esterno que formam uma fosseta chamada fúrcula.
Tem no meio um sulco transversal paralelo ao trajeto da mandíbula que cruza o pescoço sobre o osso hióide limitando a sua porção horizontal que ocupa a parte alta e o Pomo de Adão que incorpora a fração vertical.
Lateralmente a ela podemos definir duas faixas salientes que ascendem inclinadas da clavícula até atrás das orelhas e correspondem aos músculos estenocleidomastoideos.
Ao engordar ocorre o apagamento do ângulo e aparece a famosa papada. Cobrindo estas estruturas há o platisma, músculo laminar que ocupa toda faixa antero-lateral do pescoço e que cai pendurado ao envelhecer formando duas bandas (pregas) verticais separadas que atinge do mento à fúrcula alem da papada.
Somente a cirurgia resolve estes problemas quando já estão instalados.
O tempo e a flacidez da pele são inexoráveis e aparecem as quedas de segmentos da face e rugas. Para tratar e reverter este quadro é necessário uma incisão que circunde a orelha e permita tratar o pescoço e a face. A intervenção a ser realizada deve melhorar o aspecto da pele, elevar as estruturas profundas da face e produzir o rejuvenescimento sem provocar estigmas deixando a pessoa operada com aspecto de bem dormida e não sem costeleta com o rosto esticado e a boca longa.
Para manter esta naturalidade o candidato não pode solicitar a remoção total das rugosidades, pois cairia na condição do artificialismo. A cirurgia deve exaltar os traços de beleza próprios do paciente sem modificar a sua fisionomia nem as expressões da mímica. Com relação à testa que antes exigia cirurgia com incisões no couro cabeludo e perda de cabelos, hoje os cirurgiões do mundo estão utilizando injeções de preenchimento e ou bloqueio muscular como a toxina botulínica.
Os músculos faciais atuam em antagonismo, isto é, um levanta e outro abaixa. Ao injetar o medicamento podemos bloquear total ou parcialmente um músculo enquanto o outro age e permite elevar, por exemplo, sobrancelha, canto da boca ou apagar as rugas da glabela e canto externo das pálpebras.
Nos grandes sulcos a injeção de ácido Hyaluronico produz excelentes benefícios com a vantagem do resultado não ser definitivo, mas, duradouro atingindo cerca de dois anos. O PMMA que é definitivo, quando utilizado em quantidade maior ou mal orientada pode produzir desastres sem correção que aparecem até 4 anos após. Estes materiais como, toxina botulínica que paralisa músculo, ácido hyalurônico e PMMA que preenchem sulcos ou fazem volume, devem ser aplicados por médico em razão das particularidades da droga e da anatomia da região cujo profundo conhecimento é indispensável.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O que fazer com o siri

O que se pode fazer com siri?
Primeiro cuidar para não receber uma mordida que machuca e dói.
Quando a pescaria era farta se retornava cedo com o saco de siris que em latas de querosene eram cozidos sobre fogueiras no quintal, seguido de rústico, mas, delicioso banquete repleto de curiosos instrumentos ou taboinhas para quebrar as garras. Acompanhava caipira, cachaça ou cerveja naquela época era fabricada em Tubarão, numa cervejaria locada a margem da estrada da Guarda próximo ao morro do Formigão junto ao pilar sul da ponte da BR101 sobre o rio do mesmo nome.
Quando pescado a noite resiste com vida até o dia seguinte, assim alguns exemplares eram guardados para fazer o “arroz de siri”, eventualmente chamado de rizoto, a ser servido no almoço.
Para este prato primeiro se limpa o siri crú, separando as garras e as pernas. Depois levantando e retirando a oveira, aparece um orificio longo que permite segurar firme a casca com uma mão e com a outra o corpo. Ao levantar a carapaça separando-a do corpo, abre-se e expõe uma cavidade na parte central ladeada pelos hemicorpos que são recobertos por uma formação filamentosa. Retiram-se as estruturas esponjosas que são os pulmões, cortam-se ao meio separando em dois corpetes. O conteúdo deste espaço pode ser aproveitado ou não, pois a maior parte é gordura e ova que estão ali armazenados. Existem algumas pessoas que acreditam ser este conteúdo dejetos e excretas, portanto, a sua utilização depende do credo de cada um, mas, se aproveitarem lograrão maior sabor.
Para o arroz, aproveitamos as garras, o conteúdo cremoso, os corpos com as pernas e coletamos raspando o restante da ova metida nos cantos da casca na intimidade das pontas laterais.
Juntamos tudo ao tomate, pimentão, cebola e alhos, refogados com pimenta do reino que quando devidamente cozidos e com o sal regulado recebem siri, arroz e água em volume suficiente para cobrir tudo com dois dedos horizontais.
O manjerição ou a alfavaca são regionais e opcionais. Como em toda cozinha os volumes dos temperos é a gosto e não devem cobri o sabor do elemento motivo do prato, neste caso o siri.
Tampar a panela e deixar cozinhar até que o arroz esteja pronto. É um prato do tipo lambe/lambe pois deve-se comer também com as mãos para melhor aproveitar do siri tudo que ele pode dar e depois lamber os dedos.
Nestes casos é bom colocar lavandas, pequenas tigelas com água e gotas de limão para limpar os dedos. Os guardanapos podem ser de papel absorvente.
Outra forma de preparar esta iguaria é o “suflê” que preparado refogado junta-se com a carne do siri, creme de leite ou leite de coco, clara em neve misturando levemente. Assar em forno pré aquecido (180/200°C) em recipiente individual ou travessa refratária.
O quitute mais comum é o “croquete” em que a massa é frita em bolas.
A “casquinha de siri” é a carapaça preenchida com massa de carne de siri coberta finamente com farinha de rosca, frita até dourar mergulhada em óleo bem quente.
Sua carne pode ser usada sozinha em maionese de batata ou misturada com camarão.
Não podemos esquecer do excelente omelete, da saborosa fritada e nem do pastel ou empada de siri ensopadinho.
Aqui em Florianópolis, na paria da Joaquina, nasceu um grande croquete a base de siri, batizado pelos surfistas de “torpedo”, assim conhecido pelo seu tamanho, conteúdo e capacidade alimentícia.
De todos os tipos de siri que existem, o “garra azul” é o mais cobiçado pois tem mais carne e melhor sabor.
O siri tem a oveirade forma triangular que fica por baixo e atrás, larga quando é fêmea e triangulo estreito quando macho.
Consute meu Blog : “Rodrigo d´Eça Neves; Cirurgia Plástica Dúvidas, Soluções e Humor.”

Pesca de siri

Pesca de siri

Nome científico - Callinectes arcuatus
Os siris classificam-se cientificamente como Crustacea (carapaça dura) Decapoda (dez patas) Brachyura (cauda reduzida) da família dos portunídeos
Siri, crustáceo que vive no fundo do mar. Tem sua origem e reprodução em lagunas com águas rasas ou foz de rios onde a salinidade é mais reduzida. Assim chamados são muitos os tipos de siri. O chita” é aquele que tem cor branca com pontos castanhos espalhados na casca e pernas. Em águas mais profundas tem o “centelha” que aparece pequeno entre nós e muito grande na região do pólo sul com o nome de “centolha “. Difere do caranguejo que é próprio dos mangues e daquele das pedras conhecido como “goiá” estes tem as garras de tamanho diferentes.
Todos são extremamente apreciados na culinária praiana sendo servidos cozido ao natural ou com a carne desfiada compondo inúmeros pratos.
As lagoas do Encantado, Imaruí e Camacho na região sul do estado são dois criadouros naturais de siri que ganham o oceano nas barras do Encantado na praia do Ferrugem, Mar Grosso em Laguna e do Camacho junto ao farol de Santa Marta.
Junto a acidentes como pedras há uma maior aglomeração, destes animais porque ali encontram mais proteção e alimentos.
Comedores que são de detritos biológicos sem dieta definida, alguns vagam a noite pela orla do mar entre as ondas no afã de encontrar alimentos. Vivem semi afundados na areia de onde saem e voltam na sua caça constante por alimentos. Na escala zoológica são alimentos de alguns peixes como, garoupa, mero, borriquete, miraguaia ou outros como o homem.
Na região da praia da Jaguaruna que fica 23 km ao sul do farol de Santa Marta, é pescado a noite de diferentes maneiras.
Na sua captura é utilizada rede de arrasto tipo feiticeira, tarrafa ou “coca” em algumas regiões conhecida como “puçá” que consta de um cabo longo de madeira, bambu ou outro material, terminado por um aro de metal que sustenta e mantém aberta uma rede.
Primeiro era utilizada a coca de arrastar como um ancinho em que se montam um retângulo de ferro para fixar o cabo e a rede, este instrumento permite pescar sem luz sendo mais proveitoso quando utilizado em dia de lua cheia.
O outro formato é como o puçá com um anel de ferro fixado ao cabo que acomoda e modela o saco de rede sendo a modalidade que exige a utilização de luz.
Hoje com estas pequenas lâmpadas LED tão eficientes, tornou-se mais fácil.
Nós utilizávamos um facho em que uma quantidade de estopa de algodão embebida em óleo queimado era fixada na ponta de uma madeira em armação de ferro onde era ateado fogo. De tempo em tempo devia-se derramar sobre ela nova quantidade de óleo. Este aparelho era pesado e exigia um transportador a quem o esforço impedia de pescar alem de exigir atenção para não ser atingido por gotas do unto em chamas. Em volta dele se aglomeravam os outros pescadores, cada qual com sua coca e com movimentos rápidos e precisos cercavam o siri em sua fuga para águas mais profundas.
Na praia alguém recolhia em cestos ou sacos os siris pescados para manter as cocas vazias o que facilitava seu manejo. Desta situação nasceu a expressão “balaio de siri” que deseja relacionar o fato que dali ao se puxar um os outros vem agarrados um ao outro.
Isto é, quando muitos estão envolvidos em atividades semelhantes e aparece um erro dizemos que “se puxar um vem todos.”
A aventura durava algumas horas desde o seu início até o retorno com um saco destes animais como troféu da pescaria. Os siris têm capacidade boa ou má de respirar fora do mar, razão pela qual eles permanecem vivos até dia seguinte por um tempo aproximado de 12 horas ainda que por vezes a carne perca sua consistência normal ao que chamamos de ardida, sem condições culinárias.
Apesar da aparência estranha, este crustáceo é muito apreciado na nossa culinária.
Consute meu Blog : “Rodrigo d´Eça Neves; Cirurgia Plástica Dúvidas, Soluções e Humor

Expansores de tecidos

Expansores

O silicone é uma substancia produzida a partir da sílica e pode ser produzida em qualquer consistência para os mais variados fins com grande utilização na indústria.
Há bastante tempo que o silicone em suas várias formas e consistências é usado pela medicina também.
Com ele podemos reproduzir forma consistência e cor, com grande semelhança e resistência.
Existem as órteses ( uso externo) e próteses (uso interno) que substituem mão, dedo, orelha, perna, enfim muitos segmentos do corpo onde o silicone é amplamente utilizado.
As próteses para mento, mama, coxa, nádega, região peitoral, tem a finalidade de aumentar os volumes e melhorar a forma modelando cada setor dentro dos conceitos atuais na busca do belo.
Obedecendo esta premissa na busca do ideal, foi criada a prótese com a finalidade de expandir tecidos, ficando estabelecido para ela o nome de expansor.
É um aparelho que corresponde a uma bolsa inflável conectada através de um tubo a um bulbo que equivale à válvula.
Esta válvula pode ser perfurada repetidas vezes em sua face convexa oposta a parte profunda plana com uma lâmina de aço como protetor, na cirurgia é posicionada distante do balão principal.
Através dela injetamos soro fisiológico em volumes sucessivos que aumentam o volume da bolsa do expansor e por conseqüência a distensão os tecidos vizinhos.
Os formatos são muito variáveis podendo ser redondo, oval, semilunar, paralelograma, fusiforme ou idealizado para finalidade específica em razão do problema a corrigir.
Todos os formatos são produzidos em tamanhos diferentes com quatro a cinco opções para cada modelo.
Quando se apresenta um problema é feito o devido estudo para avaliar o defeito e eleger qual o tipo e tamanho do expansor que melhor permita a solução do caso.
Para seu uso necessita anestesia, incisão e descolamento da pele da região para introduzir, acomodar expansor e válvula e permitir a distensão dos tecidos o suficiente para corrigir o defeito.
No tratamento das seqüelas de queimadura e outros traumas onde ocorre perda de tecido o uso do expansor reduziu muito a necessidade de enxerto de pele ou transplante de tecidos. É um método cirúrgico que cumpre magnificamente o papel proposto para ele, reduz muito o grau do defeito aproximando da normalidade.
O que tem de constrangedor é a tumefação que se produz ao aumentar seu volume durante o tempo que exijam os tecidos para multiplicarem suas células até atingir total suficiência.
Inicialmente parecia a solução para a calvice, todavia os volumes laterais sobre as orelhas afastaram os pretendentes, pois deveriam ficar expandindo as próteses por longo tempo e isto lhe colocaria em dificuldades de contato com o público.
Nas seqüelas de queimaduras tem sido um excelente método para eliminar placas cicatriciais inestéticas e restritivas. Permitiu maior ousadia na liberação do pescoço, das axilas, mãos, face, couro cabeludo, etc.
Entretanto onde tem prestado maiores benefício é na reconstrução das mamas retiradas por câncer.
Se por um lado no tratamento deste mal se obteve enormes vantagens quanto à cura e sobrevida, a conseqüente mutilação ainda não pode ser evitada e continua a ser o motivo de queda da autoestima, depressão e mal estar por parte das pacientes.
Para recuperar este defeito se criaram muitas técnicas cirúrgicas que evoluíram muito nos últimos anos.
Temos retalhos locais que oferecem boas soluções para pequenas retiradas, retalhos a distancia com uso associado de prótese ou transposição de parte da parede abdominal pediculada no músculo reto abdominal para migrar tecido em volume suficiente que possibilite a reconstrução da mama ou das mamas.
A mais simples é a distensão com o expansor e troca posterior por prótese definitiva.
Para esta cirurgia é necessário que tenha tecido de cobertura com panículo gorduroso suficiente para receber o expansor e permitir uma boa bolsa para alojar a prótese com naturalidade.
Incluída a prótese e obtido o volume, novas pequenas cirurgias serão feitas para tornar-las simétricas e reconstruir aréola e papila (mamilo).
Esta é a forma mais simples de reconstrução da mama, lastima que tenha indicação limitada e não permita ampla utilização para todas as mamas.

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O Trânsito.

O trânsito
Quando Henri Ford criou a produção em série para fabricar maior número de carros no menor tempo possível, não sabia que em menos de cem anos tudo estaria conturbado como está. Tanta influência exerceu que os saudosistas os mantêm em coleção e clubes de carros antigos cujos valores são inestimáveis.
Do veículo individual ou familiar, passou para o coletivo, com caminhão, vans, ônibus etc. Como conseqüência foram criadas regras para controlar o tráfego que sofrem variações nos países e costumes paralelos com regras diversas em cada cidade ou região.
Na Inglaterra, foi mantida a direção no lado direito do automóvel porque este era o lado onde sentava o boleeiro nos tilbores, carruagens ou charretes, para ter mais liberdade no uso do chicote com a mão direita. Nos Estados Unidos esta condição não foi considerada e a direção foi montada no lado esquerdo, deixando a mão direita livre para uso das armas nas diligências e qualquer outra atividade dentro do carro. Esta posição do volante determinou o que chamamos de mão e contramão, que diferem e são invertidas, se adotamos carros americanos ou ingleses. Quando um destes carros transita em país de mão contrária, quem define se pode ou não ultrapassar é o carona, pois o motorista está sempre com a visão obstruída e precisa sair totalmente de trás do veículo que o antecede para poder ver e seguir à frente, facilitando acidentes.
Hoje, no dia a dia, percebemos desatenção e pouco caso na condução do veículo. Nas ruas e estradas brasileiras, por lei, ninguém pode transitar em velocidade menor que a metade daquela determinada, ou seja, onde é permitido 80km/h não pode trafegar na pista de rolamento a menos de 40km/h. Percebemos que existem alguns que parecem não desejar chegar em casa, pois seguem devagar no meio da rua, obstruindo várias pessoas que gostariam de avançar mais rápido. Todavia, olhar no espelho retrovisor é gentil. Em toda rodovia, a faixa da esquerda é a de maior velocidade e a da direita é a mais lenta. Cada um deve utilizar a que deseja, mas também deve obedecer a velocidade prevista, para não dificultar o fluxo. O direito ao uso da estrada ou rua é de todos e um deve respeitar o outro, facilitando a ultrapassagem daquele que o alcança. Entretanto, este acontecimento não pode ser interpretado como provocação ou convite para disputa. Outra situação que muito confunde quem vem atrás é o uso desorganizado do sinalizador pisca-pisca, colocam-no indicando à direita e seguem à esquerda.
Para quem estiver ao lado, o fato de acionar o sinal para mudar de direção ou trocar de fila, deve aguardar uma manifestação do outro motorista, pois o seu ato indica sua intenção, e não o direito de realizá-la. Outra situação a ser observada é com relação aos faróis. Quando, em trânsito urbano, não devem estar na posição de luz alta e muito menos com os faróis de milhas simultâneos, pois cegam os que vêm em sentido contrário. Da mesma forma ao parar nestes trevos ditos tipo alemão, em que o carro fica posicionado de maneira inclinada, abaixe ou desligue momentaneamente a luz, pois nesta posição ela estará dirigida diretamente contra os olhos dos outros. Na traseira, o pisca-pisca atual é de luz forte e dificulta a visão à noite, quando fica ativado sem necessidade enquanto espera o semáforo abrir. Ele não precisa estar ligado, pois na posição onde o carro estiver seu caminho obrigatoriamente deve ser aquele para o qual indica com a seta.
Da mesma forma, quando a avenida tiver mais de uma pista e a saída é à direita, antecipadamente tome e siga pela faixa da direita e tome a da esquerda se for seguir em frente. Evite assim cruzar a dianteira dos outros carros. Como comentário final, antes de frear o carro para obsequiar alguém, olhe pelo retrovisor. Faça-o se estiver sozinho e desejar ser gentil, mas, se atrás de você tiver um carro, não pare, pois pode provocar acidente, além de abusar da paciência alheia, não cabem nesta hora gentilezas de salão.
Também é proibida a tração animal em via pública asfaltada de grande movimento seja bicicleta ou carretas.
Ninguém tem mais direito que ninguém, o que determina e regula todas estas situações é o Código Nacional de Trânsito.