Emerita brasiliensis
Tatuí – (tatu) tatu e (i) água, tatu da água ou tatu d´água.
A palavra tatuíra esta fora do dicionário Tupy-guarani- português de Silveira Bueno, todavia é empregada entre nós na região sul, pois acima do Paraná é conhecida como Tatuí.
Houaiss em seu dicionário define tatuíra como sendo um tipo de tatu da região que envolve, Bolivia, Paraguay, Brasil, Argentina e também crustáceo que habita as praias brasileiras em quase toda sua totalidade.
É um crustáceo que tem esqueleto externo de forma ovóide formando dorso e laterais, e na face ventral encontramos os membros em numero de dez e placas rígidas compondo seu corpo. Seu habitat é a borda da praia, geralmente aberta para o oceano com fortes ondas onde a água termina penetrando na areia.
De cor branco – acinzentada, tem as margens de cada elemento mais escuras que o seu centro e deixa-se levar pelas águas que sobem na praia, quando a onda baixa retornando ao mar, habilmente penetra na areia. Servindo-se dos seus membros e das placas que contornam o extremo posterior, ela penetra na areia do fundo. Na outra extremidade elas têm os olhos na ponta de dois finos cilindros ladeados por dois espigões pontiagudos e a estrutura bucal com dois elementos plumados que lhe permite coletar plânctons. Ao se introduzir parcialmente na areia estas estruturas ficam à mostra. Ela vive em colônias que ocupam em torno de dois metros quadrados da superfície, uma ao lado da outra, ocupando grande extensão da praia.
Por vezes fica impossível caminhar sobre elas em razão dos espinhos que picam ou perfuram a sola do pé. No ciclo de sua reprodução, produz grande quantidade de ovos que são acomodados no ventre entre as patas, protegidos pela placa que reflete da casca superior. Neste momento armazena grande quantidade de gordura e nutrientes de cor laranja- avermelhada ao longo do dorso e ventre. Demora cerca de três meses desde pequenas até seu tamanho máximo em torno de 4 cm. Costuma ficar em camadas deferentes em que as menores ficam na superfície e as maiores se estabelecem mais abaixo.
A cada etapa de seu crescimento ela troca sua casca permanecendo curto período com a alteração que a deixa conhecida como tatuíra de “casca mole”. Sua presença em abundância significa que a praia é limpa e livre de poluição.
Sua pesca é feita cavando a areia da praia e recolhendo os animais.
É utilizada como isca para pesca de linha, carretilha ou espinhel, a de casca mole é a preferida. Quando pescada deve ser reunida em recipiente de tela ou com orifícios para que desprenda a areia.
A intensa curiosidade do homem o fez pesquisar a maneira de introduzi-la na arte culinária. Uma vez pescada a primeira ação é colocar a tatuíra em coador ou escorredor e deixar mergulhada em água doce pelo tempo necessário para a areia ser eliminada.
A de tamanho menor é tostada em óleo ou manteiga e servida como tira gosto. Para tanto basta dourar em frigideira deixando-a crocante. Come-se inteira, torrada e salgada como se pipoca fosse. Com as maiores se prepara um excelente caldo que fica supimpa quando elas estão ovadas e pode ser preparado segundo a orientação que se segue.
Para dois quilos de tatuíra, descascamos e picamos finamente três a quatro cebolas médias, três tomates maduros, quatro dentes de alho, pimenta do reino, água e sal a gosto. Reunimos tudo numa só panela sem refogar o tempero e deixamos cozer até extrair bem o sabor e ao final acrescentar manjericão ou alfavaca. Graças à ova, cor e sabor são inesquecíveis.
Com amassador de feijão trituramos bem a tatuíra e os temperos até que estejam todos bem macerados. Não utilizamos liquidificador porque as cascas moídas finamente representam permanência de areia e depõe contra a qualidade da sopa. Coamos o caldo espremendo o conteúdo da panela em um pano para retirar apenas o caldo. Depois dependendo de cada cozinheiro ou gosto familiar pode ser engrossado com amido ou farinha de trigo.
O caldo pode ser servido em xícara ou prato como sopa ou utilizar para cozer arroz, fazer caldo de peixe, enfim, atende a toda criatividade.
Tem sabor de tatuíra que se coloca entre siri, lagosta e camarão, mas, com seu toque particular.
Aproveitem esta iguaria pela raridade do seu sabor, talvez o melhor dos mares.
domingo, 22 de maio de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
leiteiro da Jaguaruna
Leiteiro da Jaguaruna
Como já comentamos havia um lindo e rico arroio chamado Arroio Corrente que emprestava seu nome à praia e se originava na lagoa do Arroio Corrente. Cruzava serpenteando toda a faixa de dunas que tinha a largura aproximada de 1500 m desde a lagoa até o mar.
Este riacho tinha grande população de crustáceos como lagostim e pitu. Uma variedade enorme de pequenos peixes com cores e formas diferentes que colecionávamos em vidros e latas com a intenção de montar aquários em tentativas frustradas pela impropriedade do intento. A água do riacho era límpida e dela bebíamos diretamente quando tínhamos sede e passávamos o dia dentro dele com variadas brincadeiras entre represas e lançamento de barquinhos.
O sr Maneca morador da região próxima à lagoa, onde tinha bom pasto suficiente para criar vacas. Como uma de suas atividades vendia leite de casa em casa. Transportado em latões zincados, daqueles com boca grande. Utilizando uma caneca de lata de azeite feita em latoeiro como medida, servia à maioria dos veranistas da comunidade. Seu produto parecia de boa qualidade, comumente apresentava na sua superfície uma crosta de nata que era coada. Evidentemente era fervido para depois ser consumido. Num belo dia ao servir a medida solicitada de dois litros houve um fato que gerou esta estória.
Surpresa, minha mãe falou - Seu Maneca tem uma piava nadando neste leite! O Sr esta misturando água?
Ele como se já tivesse a resposta preparada, de pronto contestou –
O Dona! - que nada!
Levantando o chapéu de palha com a ponta do dedo indicador falou –
- Eu bem que avisei para minha mulher que era um perigo deixar as vacas beberem água no arroio antes de tirar leite.
Como já comentamos havia um lindo e rico arroio chamado Arroio Corrente que emprestava seu nome à praia e se originava na lagoa do Arroio Corrente. Cruzava serpenteando toda a faixa de dunas que tinha a largura aproximada de 1500 m desde a lagoa até o mar.
Este riacho tinha grande população de crustáceos como lagostim e pitu. Uma variedade enorme de pequenos peixes com cores e formas diferentes que colecionávamos em vidros e latas com a intenção de montar aquários em tentativas frustradas pela impropriedade do intento. A água do riacho era límpida e dela bebíamos diretamente quando tínhamos sede e passávamos o dia dentro dele com variadas brincadeiras entre represas e lançamento de barquinhos.
O sr Maneca morador da região próxima à lagoa, onde tinha bom pasto suficiente para criar vacas. Como uma de suas atividades vendia leite de casa em casa. Transportado em latões zincados, daqueles com boca grande. Utilizando uma caneca de lata de azeite feita em latoeiro como medida, servia à maioria dos veranistas da comunidade. Seu produto parecia de boa qualidade, comumente apresentava na sua superfície uma crosta de nata que era coada. Evidentemente era fervido para depois ser consumido. Num belo dia ao servir a medida solicitada de dois litros houve um fato que gerou esta estória.
Surpresa, minha mãe falou - Seu Maneca tem uma piava nadando neste leite! O Sr esta misturando água?
Ele como se já tivesse a resposta preparada, de pronto contestou –
O Dona! - que nada!
Levantando o chapéu de palha com a ponta do dedo indicador falou –
- Eu bem que avisei para minha mulher que era um perigo deixar as vacas beberem água no arroio antes de tirar leite.
Dona Romana
Dona Romana era uma veranista da praia de que vinha da região de Urussanga /Orleães, de origem italiana, falava com sotaque característico.
Muito religiosa tinha um papagaio que repetia sua cantoria de igreja e outras orações quando estimulado por ela.
Todo inicio de verão era uma alegria quando procurávamos a D. Romana ela no seu varandão e nós diante da casa para que o bichinho fizesse a exibição mostrando tudo que havia aprendido naquele ano. Estimulado acompanhava cantando ”Louvando Maria” e outras tantas músicas e ladainhas.
Num dos verões que se seguiram chegou D. Romana e seu papagaio não, ele havia fugido. Ficamos todos tristes pela perda de figurinha tão especial. No ano seguinte fomos buscar notícias e perguntada pelo seu fiel seguidor ela contou que numa tarde durante aquele ano ela ouviu um som de reza forte vindo do céu.
Qual não foi a sua surpresa quando viu seu papagaio na frente de um bando deles. Ele rezava puxando a ladainha e o restante em coro respondia cantando os estribilhos.
Muito religiosa tinha um papagaio que repetia sua cantoria de igreja e outras orações quando estimulado por ela.
Todo inicio de verão era uma alegria quando procurávamos a D. Romana ela no seu varandão e nós diante da casa para que o bichinho fizesse a exibição mostrando tudo que havia aprendido naquele ano. Estimulado acompanhava cantando ”Louvando Maria” e outras tantas músicas e ladainhas.
Num dos verões que se seguiram chegou D. Romana e seu papagaio não, ele havia fugido. Ficamos todos tristes pela perda de figurinha tão especial. No ano seguinte fomos buscar notícias e perguntada pelo seu fiel seguidor ela contou que numa tarde durante aquele ano ela ouviu um som de reza forte vindo do céu.
Qual não foi a sua surpresa quando viu seu papagaio na frente de um bando deles. Ele rezava puxando a ladainha e o restante em coro respondia cantando os estribilhos.
Sr Bonifácio
Sr Bonifácio
O Sr Bonifácio não sabia quantos anos tinha, mas, já era de grande idade quando o conheci. Minha avó que era baiana dizia que na compra de escravos uma premissa era observada "Negro quando pinta três vezes trinta." Isto significava que se aproximavam de noventa anos aqueles cujos cabelos eram brancos.
Seu Bonifácio era grisalho, com mais cabelos brancos do que pretos. Independente disto tinha um lindo coração comandado por total inocência. Morava sozinho e isolado nas margens da Lagoa do Arroio Corrente num casebre de um só cômodo onde nos cantos ficavam sala, quarto, cozinha, uma mesa para as refeições e seu banheiro era o mato circundante. Nunca lhe faltava proteína, pois sempre tinha pequenos peixes em seu covo, estrategicamente colocado entre os juncos em frente à sua casa que era toda cinza pela madeira sem pintura exposta ao tempo e à fuligem de seu fogão/fogueira. Quando ia até a praia era este o seu perfume que bem o conhecia seu pequeno cachorro.
Seu sonho era ir para outro local mais próximo da civilização e de onde talvez fosse possível tirar algum proveito.
Após muitas tratativas e conversações o seu Bonifácio conseguiu material para fazer uma casa em frente ao Camilo junto à porteira com quem passou a dividir o pedágio pela sua abertura.
Sua nova casa logo foi reformada com a construção de um segundo compartimento aos fundos.
Este fato o encheu de orgulho e o nobre proprietário passou a dizer:
- Agora sim estou contente!
- Por que Bonifácio?
- Nossa homem! - hoje tenho uma casa de dois pavimentos.
- Como assim?
- Ora! - um na frente outro atrás.
O Sr Bonifácio não sabia quantos anos tinha, mas, já era de grande idade quando o conheci. Minha avó que era baiana dizia que na compra de escravos uma premissa era observada "Negro quando pinta três vezes trinta." Isto significava que se aproximavam de noventa anos aqueles cujos cabelos eram brancos.
Seu Bonifácio era grisalho, com mais cabelos brancos do que pretos. Independente disto tinha um lindo coração comandado por total inocência. Morava sozinho e isolado nas margens da Lagoa do Arroio Corrente num casebre de um só cômodo onde nos cantos ficavam sala, quarto, cozinha, uma mesa para as refeições e seu banheiro era o mato circundante. Nunca lhe faltava proteína, pois sempre tinha pequenos peixes em seu covo, estrategicamente colocado entre os juncos em frente à sua casa que era toda cinza pela madeira sem pintura exposta ao tempo e à fuligem de seu fogão/fogueira. Quando ia até a praia era este o seu perfume que bem o conhecia seu pequeno cachorro.
Seu sonho era ir para outro local mais próximo da civilização e de onde talvez fosse possível tirar algum proveito.
Após muitas tratativas e conversações o seu Bonifácio conseguiu material para fazer uma casa em frente ao Camilo junto à porteira com quem passou a dividir o pedágio pela sua abertura.
Sua nova casa logo foi reformada com a construção de um segundo compartimento aos fundos.
Este fato o encheu de orgulho e o nobre proprietário passou a dizer:
- Agora sim estou contente!
- Por que Bonifácio?
- Nossa homem! - hoje tenho uma casa de dois pavimentos.
- Como assim?
- Ora! - um na frente outro atrás.
Sr Camilo
Camilo-
O Sr Camilo, era homem simples que morava na praia da Jaguaruna cujo nome é "Arroio Corrente". A praia composta por extensa área de dunas de areia branca ou creme, interrompida pelo Arroio Corrente, sangradouro da lagoa. Esta lagoa do "Arroio Corrente" é grande, com água doce e límpida apesar da cor negra pela sua profundidade e depósito de matéria orgânica, onde se podia pescar taraíra, cara e com muita sorte algum pitu de longas garras. Próximo à lagoa existia plantação de milho, feijão, melão cheiroso, melancia e pastos com criação de animais. Na estrada que levava à vila se instalou uma porteira para impedir a passagem destes animais para a praia. O Sr. Camilo morava num pequeno rancho que restava coberto pelas dunas no final dos períodos de vento sul.
A comunidade resolveu fazer uma casa próxima à porteira para ele abrigar sua numerosa prole. Do obséquio de abrir a porteira para cada viajante que chegasse a cobrar uma espécie de pedágio, foi muito rápido. Na freguesia moravam ainda o Sr. Geronimo, preto gordo e grande que realizava algumas tarefas, Teófilo que muito gostava no fim da tarde de um trago de butiá ou losna para tratar o fígado. Nego Osni como era chamado, a quem não se podia contar uma anedota porque ele literalmente rolava no chão de tanto rir. Sr Jorge que atuava de eletricista e o Sr Jaci dono da venda, cujas anotações nos cadernos de compras necessitavam constantemente de tradutor especial.
No bar do Jaci reuniam-se todos para a prosa do final do dia e ingresso na noite, já tarde, voltavam para casa, prontos para dormir.
Em frente à praia na linha do horizonte, há uma afloração de pedras chamada de Parcel do Campo Bom que se pode ver graças à espuma das ondas que nela rebentam. É uma formação que reúne peixes de passagem e moradores das pedras. Seu perigo para a navegação é tal que na luz do farol de Santa Marta é marcado com facho de luz vermelha.
Junto a este arrecife eram colocadas redes de espera que lá dormiam. Em canoas bordadas de um só tronco, os pescadores iam remando num dia para deixar e outro para recolher. Voltavam com grandes miraguaias, cações mangona e tubarões martelo , daqueles com muitas fileiras de dentes. Decantando sua coragem e capacidade de nadar, o Sr Camilo contava no bar do Jaci que em uma destas idas foram surpreendidos por uma borrasca de ventos fortes, ondas grandes e mar revolto e ele que fazia parte da emenda como lançador, foi jogado fora da embarcação. Ficou perdido no meio das espumas, remando e lutando muito, seus companheiros chegaram à praia, enquanto ele ficou nadando, um dia, dois dias e no final da semana quando chegou na praia não podia caminhar com liberdade de tanto mariscos e ostras que tinha agarrados ao seu corpo.
O Sr Camilo, era homem simples que morava na praia da Jaguaruna cujo nome é "Arroio Corrente". A praia composta por extensa área de dunas de areia branca ou creme, interrompida pelo Arroio Corrente, sangradouro da lagoa. Esta lagoa do "Arroio Corrente" é grande, com água doce e límpida apesar da cor negra pela sua profundidade e depósito de matéria orgânica, onde se podia pescar taraíra, cara e com muita sorte algum pitu de longas garras. Próximo à lagoa existia plantação de milho, feijão, melão cheiroso, melancia e pastos com criação de animais. Na estrada que levava à vila se instalou uma porteira para impedir a passagem destes animais para a praia. O Sr. Camilo morava num pequeno rancho que restava coberto pelas dunas no final dos períodos de vento sul.
A comunidade resolveu fazer uma casa próxima à porteira para ele abrigar sua numerosa prole. Do obséquio de abrir a porteira para cada viajante que chegasse a cobrar uma espécie de pedágio, foi muito rápido. Na freguesia moravam ainda o Sr. Geronimo, preto gordo e grande que realizava algumas tarefas, Teófilo que muito gostava no fim da tarde de um trago de butiá ou losna para tratar o fígado. Nego Osni como era chamado, a quem não se podia contar uma anedota porque ele literalmente rolava no chão de tanto rir. Sr Jorge que atuava de eletricista e o Sr Jaci dono da venda, cujas anotações nos cadernos de compras necessitavam constantemente de tradutor especial.
No bar do Jaci reuniam-se todos para a prosa do final do dia e ingresso na noite, já tarde, voltavam para casa, prontos para dormir.
Em frente à praia na linha do horizonte, há uma afloração de pedras chamada de Parcel do Campo Bom que se pode ver graças à espuma das ondas que nela rebentam. É uma formação que reúne peixes de passagem e moradores das pedras. Seu perigo para a navegação é tal que na luz do farol de Santa Marta é marcado com facho de luz vermelha.
Junto a este arrecife eram colocadas redes de espera que lá dormiam. Em canoas bordadas de um só tronco, os pescadores iam remando num dia para deixar e outro para recolher. Voltavam com grandes miraguaias, cações mangona e tubarões martelo , daqueles com muitas fileiras de dentes. Decantando sua coragem e capacidade de nadar, o Sr Camilo contava no bar do Jaci que em uma destas idas foram surpreendidos por uma borrasca de ventos fortes, ondas grandes e mar revolto e ele que fazia parte da emenda como lançador, foi jogado fora da embarcação. Ficou perdido no meio das espumas, remando e lutando muito, seus companheiros chegaram à praia, enquanto ele ficou nadando, um dia, dois dias e no final da semana quando chegou na praia não podia caminhar com liberdade de tanto mariscos e ostras que tinha agarrados ao seu corpo.
terça-feira, 15 de março de 2011
Protese de silicone
Prótese de silicone
Silicone é um produto artificial originado em laboratório, puro, incolor, inodoro, inerte resistente ao calor e pressão que pode ser produzido em qualquer consistência desde líquida até sólida (não pétrea) mantendo presente a elasticidade. Esses materiais consistem de um esqueleto inorgânico de silicio-oxigenio (-Si-O-Si-O-Si-O-…) com grupos laterais orgânicos ligados aos átomos de silício. Permite a polimerização que facilita a sua moldagem.
O estado gel é a consistencia mais difundida e utilizada para produzir colas, lubrificantes, isolantes, tintas, etc.
Na área médica graças a possibilidade de fazê-lo em alto grau de pureza, tornou-se um grande aliado da cirurgia estética.
Puro em estado sólido ainda elástico foi muito utilizado nos anos 60/70, pré moldado ou esculpido no ato cirúrgico foram criadas e abandonadas várias peças para orelha, mento, malar( maçã do rosto), articulações dos dedos da mão no tratamento das deformidades produzidas pelo reumatismo.
Destes se mantiveram aqueles preparados para o mento e o malar.
O silicone é muito utilizado na fabricação de orteses e proteses que substituem elementos perdidos como dedos, mãos, segmentos da face, orelha, por permitir consistencia e cor muito próximas da dos candidatos.
Aplicam-se lâminas sobre as incisões após as cirurgias para evitar cicatrizes de volume aumentado como nas hipertroficas.
Alguns dedos são utlizados em mágicas e permitem fazer aparecer e desaparecer lenços coloridos.
As proteses para uso médico são preparadas com membranas finas e maleáveis de slicone em formato de bolsa preenchidas com gel mole o suficiente para simular o tecido humano.
A cirurgia plática na sua necessidade e criatividade projetou peças que permitem aumentar a perna ( panturrilha), coxa, nádegas, mamas, mento, malar e outras criadas especificamente para cada caso como para criar volume na região peitoral de homens e mulheres que desejam modelar o torax ou corrigir deformidades congenitas.
Para as mamas as proteses são desenvolvidas com vários formatos e tamanhos, visando ajustar volume e forma do seio.
É uma cirurgia de riscos mínimos realizada sob anestesia local com sedação que faz surgir de um momento para o outro o efeito desejado.
Convem lembrar que para cada local tem o tamanho ideal de protese para evitar o exagero pois se for a mais, engorda a portadora e se for a menos, a cirurgia foi inútil.
Silicone é um produto artificial originado em laboratório, puro, incolor, inodoro, inerte resistente ao calor e pressão que pode ser produzido em qualquer consistência desde líquida até sólida (não pétrea) mantendo presente a elasticidade. Esses materiais consistem de um esqueleto inorgânico de silicio-oxigenio (-Si-O-Si-O-Si-O-…) com grupos laterais orgânicos ligados aos átomos de silício. Permite a polimerização que facilita a sua moldagem.
O estado gel é a consistencia mais difundida e utilizada para produzir colas, lubrificantes, isolantes, tintas, etc.
Na área médica graças a possibilidade de fazê-lo em alto grau de pureza, tornou-se um grande aliado da cirurgia estética.
Puro em estado sólido ainda elástico foi muito utilizado nos anos 60/70, pré moldado ou esculpido no ato cirúrgico foram criadas e abandonadas várias peças para orelha, mento, malar( maçã do rosto), articulações dos dedos da mão no tratamento das deformidades produzidas pelo reumatismo.
Destes se mantiveram aqueles preparados para o mento e o malar.
O silicone é muito utilizado na fabricação de orteses e proteses que substituem elementos perdidos como dedos, mãos, segmentos da face, orelha, por permitir consistencia e cor muito próximas da dos candidatos.
Aplicam-se lâminas sobre as incisões após as cirurgias para evitar cicatrizes de volume aumentado como nas hipertroficas.
Alguns dedos são utlizados em mágicas e permitem fazer aparecer e desaparecer lenços coloridos.
As proteses para uso médico são preparadas com membranas finas e maleáveis de slicone em formato de bolsa preenchidas com gel mole o suficiente para simular o tecido humano.
A cirurgia plática na sua necessidade e criatividade projetou peças que permitem aumentar a perna ( panturrilha), coxa, nádegas, mamas, mento, malar e outras criadas especificamente para cada caso como para criar volume na região peitoral de homens e mulheres que desejam modelar o torax ou corrigir deformidades congenitas.
Para as mamas as proteses são desenvolvidas com vários formatos e tamanhos, visando ajustar volume e forma do seio.
É uma cirurgia de riscos mínimos realizada sob anestesia local com sedação que faz surgir de um momento para o outro o efeito desejado.
Convem lembrar que para cada local tem o tamanho ideal de protese para evitar o exagero pois se for a mais, engorda a portadora e se for a menos, a cirurgia foi inútil.
Praia da Jaguaruna - Arroio Corrente
Dunas da Jaguaruna
Em faixa contínua, iniciam nas rochas do Cabo de Santa Marta e vão lentamente perdendo sua magnitude até chegarem à cidade portuária de Rio Grande no extremo sul do Brasil, continuam em estreita faixa até Punta del Este no Uruguai e acabam onde inicia a desembocadura e domínio da foz do Rio da Prata.
O trecho que correspondente à praia da Jaguaruna na verdade é aquele em que as dunas ocupam o maior espaço entre o mar e o limite da vizinha vegetação natural. Cerca de 2 quilômetros é recoberto por farta camada de fina areia de tons variados que se mobilizam ao sabor do deslocamento de ar, mudando constantemente de forma e posição.
Por definição a duna nunca é coberta por vegetação e obrigatoriamente deve sofrer a ação dos ventos, quando o volume de areia forma uma colina fixada e vestida por rala ou compacta vegetação então é um morro de areia, esta é a definição do geógrafo Professor Peluso registrado em seus estudos e tese defendida na Universidade Federal de Santa Catarina. Por lei é intocável, hoje respeitada no município de Florianópolis o mesmo não acontece em outras regiões.
Perdidos entre tantas dunas estavam os “morros das conchas” (sambaquis), onde podíamos encontrar fragmentos de ossos humanos, de peixes, bem como utensílios de pedras polidas como pontas de flechas e as que chamávamos de “machadinha de índio”.
A Praia da Jaguaruna no inicio ocupou o espaço revestido por grama que existia junto ao Arroio Corrente com amplitude suficiente para acomodar toda a primeira comunidade, depois ela se desenvolveu e os cômoros ao seu redor foram destruídos incluindo aqueles das conchas, em nome do progresso e desenvolvimento.
Para conter o movimento das dunas, eram utilizadas esteiras de vegetação nativa como junco ou vassoura para construir obstáculos ao longo das suas cristas.
Durante muito tempo foram utilizados caminhos de madeira, primeiro com taboas depois com estrados mais leves para o transito de veículos. A cobertura com saibro deu condições de trânsito constante sobre as dunas sem atolar. Para esta proteção lá estava seu Teófilo de pá nas mãos retirando a areia que invadia a pista em trabalho constante por tanto tempo quanto durasse o vento.
Ao sul lembro claramente das imagens das estruturas ferruginosas, por nós chamadas de “pedra ferro”. Como placas retorcidas, disformes de maneira regular, com pequenas cúpulas repetidas e unidas como se houvesse uma historia de ebulição e espuma na sua formação. Nossa fantasia permitia imaginar um navio ali encalhado e permanecido por longos anos sob a areia. Partes dela eram usadas como vasos ou cinzeiros nas casas dos veranistas quando tinham a forma de concha. Nesta região a areia perdia sua cor bege e se tornava quase vermelha pela mistura com resíduos destas pedras. Protegidos sob seus fragmentos viviam pequeninos e ágeis lagartos claros mimetizando com a cor da areia.
Entre as dunas maiores em setores mais baixos as chuvas formavam as “lagoinhas” de águas límpidas e profundidade segura que geravam verdadeiras romarias da adolescência da época que as aproveitava para banhos, duravam até quinze ou mais dias apesar da estiagem que se seguia.
Durante as precipitações mais copiosas a camada superficial ficava espessa, dura e escorregadia permitindo deslizar sobre ela. Esta eventual ocorrência era motivo e argumento essencial para que buscássemos lâminas de papelão desmontando as caixas separadas para mudanças ou utilizássemos as tampas de bacio que se transformavam em excelentes esquis. Esta folia se valia de rampas quanto mais altas maior a procura e se estendia até o por do sol e nascer da lua sempre belos sobre as areias e mais vistosos após as chuvas.
Outras vezes quando os ventos permaneciam soprando longo tempo na mesma direção a areia voava da crista da duna como se fosse um rabo de galo flutuante com desenhos mutantes para encher os olhos da gente e depois invadir a estrada.
Na beira, larga faixa de areia úmida debruava o mar, em sinuosa margem e suaves ondulações e sobre ela o vento soprava uma nuvem de areia se movia em movimento de serpente e ardia
Em faixa contínua, iniciam nas rochas do Cabo de Santa Marta e vão lentamente perdendo sua magnitude até chegarem à cidade portuária de Rio Grande no extremo sul do Brasil, continuam em estreita faixa até Punta del Este no Uruguai e acabam onde inicia a desembocadura e domínio da foz do Rio da Prata.
O trecho que correspondente à praia da Jaguaruna na verdade é aquele em que as dunas ocupam o maior espaço entre o mar e o limite da vizinha vegetação natural. Cerca de 2 quilômetros é recoberto por farta camada de fina areia de tons variados que se mobilizam ao sabor do deslocamento de ar, mudando constantemente de forma e posição.
Por definição a duna nunca é coberta por vegetação e obrigatoriamente deve sofrer a ação dos ventos, quando o volume de areia forma uma colina fixada e vestida por rala ou compacta vegetação então é um morro de areia, esta é a definição do geógrafo Professor Peluso registrado em seus estudos e tese defendida na Universidade Federal de Santa Catarina. Por lei é intocável, hoje respeitada no município de Florianópolis o mesmo não acontece em outras regiões.
Perdidos entre tantas dunas estavam os “morros das conchas” (sambaquis), onde podíamos encontrar fragmentos de ossos humanos, de peixes, bem como utensílios de pedras polidas como pontas de flechas e as que chamávamos de “machadinha de índio”.
A Praia da Jaguaruna no inicio ocupou o espaço revestido por grama que existia junto ao Arroio Corrente com amplitude suficiente para acomodar toda a primeira comunidade, depois ela se desenvolveu e os cômoros ao seu redor foram destruídos incluindo aqueles das conchas, em nome do progresso e desenvolvimento.
Para conter o movimento das dunas, eram utilizadas esteiras de vegetação nativa como junco ou vassoura para construir obstáculos ao longo das suas cristas.
Durante muito tempo foram utilizados caminhos de madeira, primeiro com taboas depois com estrados mais leves para o transito de veículos. A cobertura com saibro deu condições de trânsito constante sobre as dunas sem atolar. Para esta proteção lá estava seu Teófilo de pá nas mãos retirando a areia que invadia a pista em trabalho constante por tanto tempo quanto durasse o vento.
Ao sul lembro claramente das imagens das estruturas ferruginosas, por nós chamadas de “pedra ferro”. Como placas retorcidas, disformes de maneira regular, com pequenas cúpulas repetidas e unidas como se houvesse uma historia de ebulição e espuma na sua formação. Nossa fantasia permitia imaginar um navio ali encalhado e permanecido por longos anos sob a areia. Partes dela eram usadas como vasos ou cinzeiros nas casas dos veranistas quando tinham a forma de concha. Nesta região a areia perdia sua cor bege e se tornava quase vermelha pela mistura com resíduos destas pedras. Protegidos sob seus fragmentos viviam pequeninos e ágeis lagartos claros mimetizando com a cor da areia.
Entre as dunas maiores em setores mais baixos as chuvas formavam as “lagoinhas” de águas límpidas e profundidade segura que geravam verdadeiras romarias da adolescência da época que as aproveitava para banhos, duravam até quinze ou mais dias apesar da estiagem que se seguia.
Durante as precipitações mais copiosas a camada superficial ficava espessa, dura e escorregadia permitindo deslizar sobre ela. Esta eventual ocorrência era motivo e argumento essencial para que buscássemos lâminas de papelão desmontando as caixas separadas para mudanças ou utilizássemos as tampas de bacio que se transformavam em excelentes esquis. Esta folia se valia de rampas quanto mais altas maior a procura e se estendia até o por do sol e nascer da lua sempre belos sobre as areias e mais vistosos após as chuvas.
Outras vezes quando os ventos permaneciam soprando longo tempo na mesma direção a areia voava da crista da duna como se fosse um rabo de galo flutuante com desenhos mutantes para encher os olhos da gente e depois invadir a estrada.
Na beira, larga faixa de areia úmida debruava o mar, em sinuosa margem e suaves ondulações e sobre ela o vento soprava uma nuvem de areia se movia em movimento de serpente e ardia
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