sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A garrafa
Garrafa
Os egípcios e os fenícios lutam pela primazia da descoberta do vidro.
Na verdade conta a lenda de uma caravana fenícia chegou ao Egito e lá nas areias acampou. Transportava natrão (carbonato de sódio) e ao fazerem fogo para passar a noite provocaram uma reação no chão pois da mistura do natrão com a sílica da areia encontraram um placa de pedra transparente, ou seja, haviam descoberto um processo.
Ao aquecerem um bloco duro de areia e carbonato e perceberam que escorreu um líquido em brasa que permitia ser modelado. Entenderam então que haviam descoberto o vidro. Isto teria acontecido em torno de 4000 anos antes de Cristo. No exercício desta arte se destacaram e foram famosos com utensílios muito valiosos antes, durante e depois da idade média. O cristal veio depois e demonstrou ser mais delicado e preferido em algumas situações. Vidro ou cristal necessita ser é soprado para ficar oco com formato de garrafa, pote, vaso, frasco ou o que se desejar, os egípcios começaram a pratica do sopro, 1400 anos antes de Cristo.
Em qualquer formato serve como objeto de armazenamento de algum produto liquido, gasoso, semi- solido ou granulado, etc.
Apesar de extremamente duro o vidro, aquecido permite livre modelagem e as garrafas foram ganhando forma segundo a finalidade proposta.
No tema vinho o vidro tem participação sob várias formas como, copo, cálice, taça, decantador, garrafão, garrafa, etc.
O cálice preferentemente incolor sem desenhos ou lapidações, tem forma e tamanhos diferentes segundo o vinho que será servido e permitir que sejam apreciadas suas qualidades visuais, olfativas e gustativas.
Para o vinho tinto o cálice que melhor se presta para analisar cor, odor e sabor, é aquele grande de corpo bojudo e boca mais estreita onde se serve delicada quantidade cobrindo pouco mais que o fundo, a cúpula grande é para concentrar os odores.
As paredes claras permitem ver a limpidez, determinar a cor, sua intensidade e brilho, lisas para ao serem banhadas permanecer como resíduo um liquido incolor que escorre por ela formando arcos verticais conhecidos como efeito catedral por se assemelhar com os arcos góticos. Estes arcos devem ter sua forma sem interrupções quando o vinho é puro sem tratamento adiciona. Quando o desenho é fragmentado em pequenas bolas e não é contínuo significa que foi acrescentado glicerina para deixar o liquido mais aveludado ao tato na língua.
Os cálices estreitos e altos nos permitem confirmar a cor do espumante e seu borbulhar que deve fisgar ao contato com a língua, conhecido como agulhas, quanto mais forte e abundante é melhor.
Os vinhos tintos e brancos em geral usam garrafas cilíndricas fundo em disco, bojo, ombro, pescoço e gargalo como as do tipo Bordeaux de cor verde e caramelo para os tintos e incolor para os brancos.
Alguns vinhos tintos como os da uva Pinot Noir mantém a forma de sino fundo em disco e gargalo no lugar de onde seria o cabo.
Existem brancos e rose que utilizam garrafas achatadas como as franconias com fundo ovalado, sem ombros e gargalo semelhante ao anterior.
A qualidade do vinho obtido é respeitada pelo produtor que numa espécie de código se valem de garrafas com gargalos longos que lhes permite utilizar rolha mais longa acima de 4 cm, o fundo plano é para vinho de menor categoria e aprofundado a medida que o vinho ganha qualidade. A espessura da garrafa também é maior para vinhos mais refinados.
Verde ou caramelo escuros são cores que protegem o vinho das ações deletérias da luz ainda que permita avaliar a sua cor ainda dentro da garrafa.
Quando o vinho é de respeito e qualificado, mais longa será a rolha de cortiça natural e também existem algumas de aglomerado de fragmentos de cortiça, borracha ou plástico.
Para ser bebido devemos esperar que o tempo provoque as alterações necessárias par degustar uma bebida madura no seu máximo de generosidade. Os cálices são definidos pois ao longo dos anos nas sucessivas degustações foram conferido e definindo os formatos dos cálices e qualidade que devem ser finos delicados em bom cristal, se não o tiver que beber em copo de geléia consegue levar à boca, mas, não vai degustar.
Pode parecer complicado e estravagante o que discutimos, mas, é a realidade
Embora nos achemos que é a melhor bebida que existe e a mais saudável quando moderadamente consumida. O vinho é bom pelo poder de estimular todos os detalhes do sentido gustativo e não pela tontura conseqüente ao álcool.
“Se beber volte de taxi.”
Aposentadoria
Aposentadoria
Aposentadoria, parece uma glória, objetivo alcançado quando o interessado procura com idéia de liberdade e do “Dolce far niente” ou a doçura do nada fazer.
Sem dúvida este é o destino marcado par todos nós.
O tempo passa para todos e individualmente pouco a pouco somos atingidos.
A ocupação posterior é interpretada ao interesse e modo de cada um no que tange a vida amontante ao momento desta regalia segundo sua cultura, devaneios e ambições.
A medicina está entre as profissões que não podem parar uma vez que seu praticante é propriedade da clientela que nele confia e dele depende. O médico é alvo da confiança que as pessoas têm apenas no seu protetor, dono da palavra final, onde não pode haver negativas nem deslize ou provoca enorme frustração. Por outro lado é um relacionamento onde, erro e engano, são recebidos com benevolência e perdão porque é o seu conselheiro e partícipe das mais secretas confidencias.
Para com esta clientela ele tem a mesma conivência e compromisso, tão puros como os do Pequeno Príncipe que se sentia responsável por tudo que cativava.
Assim o premio do jubilamento liberta aquele que completa seu tempo do trabalho, obrigação e contribuição coletiva, mas, não permite que o envolvido simplesmente se ausente de seus cativados e dependentes.
Costumo brincar que o médico é como bicicleta, se parar cai.
É com este sentimento de obrigação que a maioria da classe morre operando ou com o estetoscópio no pescoço.
A sociedade esta se transformando de tal maneira mecanizada ou informatizada que já aceita as mudanças como sendo natural e incontestável. Sempre que há uma parada no andamento do computador através do qual as atividades são desenvolvidas, ouvimos a desculpa “o sistema caiu” ou a escusa pior “o sistema não aceita” como se no outro lado ninguém tivesse a responsabilidade de mantê-lo ativo. Devemos entender que atrás de um programa novo apresentado tem uma ou muitas cabeças pensantes que quanto mais experientes forem, melhor, mais complexos e completos serão os resultados das suas criações. Também é claro que este programa exigirá maiores conhecimentos para usufruir de todos os seus recursos.
Obedecendo a conceitos estudados dentro destes critérios gerais e generalizados, o estado instituiu à época, 70 anos de idade como a cifra determinante e legalmente imutável para aposentadoria compulsória. Talvez ela fosse real há alguns anos passados, porem, hoje isto não corresponde mais à realidade.
No passado a idade média do brasileiro oscilava em torno de 40 anos hoje ela esta calculada em torno de 72 anos e colocou um numero muito grande da população entre aqueles que devem ser aposentados por lei embora estejam na verdade dentro do mais elevado nível de sua capacidade intelectual.
Desta maneira, com a média de idade mais elevada, este ambiente esta cada vez mais freqüente e o estado criando situações irônicas. O funcionário idoso perde parte dos seus ganhos, pois a aposentadoria naturalmente os reduz e depois anunciam que a instituição é compreensiva e manterá as portas abertas para qualquer um retornar como voluntário sem nenhuma compensação como uma complementação da aposentadoria. É irônico porque é conflitante o mesmo instrumento legal que te aposenta é aquele que proíbe trabalho não remunerado no país. Se aceitar o cidadão passa a viver contra a constituição nacional praticando trabalho escravo que pouco difere desta condição de voluntariado. Para o governo é muito interessante, pois sem custos ele mantém enorme quadro com funcionários experientes, qualificados e imunes por não serem atingíveis pela legislação trabalhista.
Existem aqueles que optam por terminar ali a sua vida laborativa, além de ficarem inclusive proibidos de freqüentar o local onde trabalhavam durante anos.
Outros iniciam participação em programas de entretenimento da terceira idade, encontros, bailes, viagens e outros.
Para o profissional liberal, manter a atividade de consultório ou escritório é importante porque permite maior dedicação aos seus afazeres. Com tempo a seu dispor o médico, por exemplo: pode se dedicar mais aos seus pacientes, escutar tudo, estudar mais e melhor cuidar deles.
A única vantagem de estar aposentado é que podemos programar e escolher dia e hora para trabalhar ou vadiar.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Churrasco
Churrasco
O churrasco é uma bela maneira de reunir as pessoas amigas ou atrair outras para gerar novos relacionamentos.
Todavia ele não é apenas depositar um pedaço de carne sobre o calor.
Assim o era na época da caverna após a descoberta do fogo. Na França na caverna La Roque Saint Christophe, onde foi encontrado fragmento de osso da mandíbula datada como da pré historia do chamado homem de Cro-Magnon. É uma fenda extensa, muito grande que no fundo encontramos uma construção como se fosse uma pia e um espaço definido com parede circundando restos de carvão onde foram encontradas também sementes de uva. Eu acredito que devem ter esquecido um cacho delas e ocorreu a vinificação e daí ter sido apreciado, donde nasceu o vinho.
No teto existem em pares pequenos furos formando alças onde eram passados fios ou cipós para pendurar partes das caças que ali eram guardadas, justamente por onde a fumaça passava quando as fogueiras estavam acesas e por conseqüência defumavam as coxas de javali ajudando na conservação.
Ultrapassando esta divagação, retornamos ao tema.
Para um churrasco primeiro necessitamos de churrasqueira rústica ou elaborada e quando no campo são usadas valas no chão.
Enfim um local para produzir calor que pode ser resultante da queima de lenha até a brasa ou diretamente o carvão.
O braseiro não deve ficar muito profundo, pois a distancia ideal inicia a 15 centímetros do que será preparado, apoio acima na distancia de cerca de 40 cm e outra mais alto em torno de 60 cm.
Na posição mais baixa, tudo assa rápido e os pedaços são individuais para gratinar, no estagio acima preparamos as peças inteiras como maminha, picanha, etc e na mais alta assamos a costela, todas sob constante cuidando para não secar.
Os embutidos perdem menos líquidos sobre a grelha e muito quando espetados.
O espeto é o mais típico símbolo do churrasco, ele pode ser de metal com perfil variado em ferro, aço inoxidável, alumínio ou modelados em varas de vegetal.
O peixe em geral cai do espeto quando assados em metal e aderem nele quando de madeira ou bambu evitando desta forma o seu desprendimento.
Quando sobre uma grelha dispomos as carnes em fatias de 3 a 5 cm de espessura a distancia mais próxima do fogo para grelhar a carne até dourar e gratinar um e outro lado da peça em curto espaço de tempo (cerca de 10 minutos de cada lado).
Quando acomodamos a carne em grelha ou espeto a distancia de até 50 cm estamos assando a carne que deve permanecer até iniciar a suar água de sangue para não passar do ponto.
Quando se tratar de costela deve ficar longe do fogo a cerca de 60 cm durante 4 a 6 hora com o osso voltado para o fogo se for peça inteira e em menor tempo quando cortada em tiras.
O fogo deve ser intenso com braseiro vivo de maneira que você levando a mão próximo à altura da grelha, não resista a contagem até 5 em espaço de segundos, esta é a intensidade do fogo para todas as situações. Podemos reservar cinza de churrascos anteriores e espalhar sobre o braseiro para que não incendeie a gordura que distila da carne.
O braseiro pode ser resultado de lenha queimada até o momento de assar, se em churrasqueira a carne deve entrar quando as labaredas estejam baixas e se em vala no campo, os espetos de carne são apoiados no lado da saída do vento para que vá aquecendo e depois colocado sobre o fogo para assar quando já estiver em brasa.
As estruturas para estes assados são varias, umas com apenas uma vara sobre o fogo onde os espetos ficam inclinados e outro com armação de quatro pés e duas varas paralelas onde ficam deitadas com seus lados virados de tempo em tempo.
A escolha da carne e a avaliação do ponto de cozimento é que diferenciam a qualidade de cada churrasqueiro.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
A vida a crença e a morte
A vida a crença e a morte
Este pode parecer que não seja o tema ideal para este momento quando se festeja o nascimento de Cristo e uma nova era. O calendário Maia fiel há milhares de anos aos fatos e ao tempo, previu esta mudança, mal interpretada por alguns cavaleiros do Apocalipse como sendo o fim do mundo. Sabemos que o reinicio de contagem do tempo implicaria em nova era iniciando a do “ser” com queda da era do ”ter”. O espaço é infinito como também o tempo o é. Esta premissa nos faz filosofar e entender que, se acreditamos em estágios diferentes de vida da alma, então a cada morte de um lado corresponde um nascimento na outra dimensão. É como o dia que anoitece como se tivesse acabando, no entanto esta se transformando em um novo dia, muitas vezes mais lindo do que aquele que findou.
Fui seminarista dos meus 11 aos 13 anos e neste ambiente a morte era quase comemorada, pois o entendimento de que a oração que roga a Deus que Ele dê os céus como premio, quando Ele escolhe e concede esta graça, ela deve ser comemorada. As missas apesar do Requien no convento tinham conotação festiva. Este conforto me acompanha há muito tempo e creio nele.
Num convívio amoroso, fraternal ou familiar não há propriedade, ninguém é dono de ninguém, mas, não há quem não diga, perdi o meu ou minha...., numa espécie de egoísmo onde o corpo tem maior significado do que a alma
É evidente que dói este tipo de separação ou afastamento imposto pela natureza, mas, como define um pensador:
“A extinção da dor e do sofrimento não se faz pelo esquecimento de quem amamos, mas pela sua transformação, de saudade dolorosa em uma saudade gostosa. Pela lembrança, não da perda sofrida, mas da felicidade de saber que tivemos alguém a quem amamos e por quem fomos realmente amados. E mais ainda: que o amor persiste muito além da dor, bem além do tempo, na dimensão da eternidade. “ Dr Evaldo A. d´Assumpção- Médico Tanatologo.
Sabemos que o corpo por um período é o guardião da alma e sua existência é fragilíssima e não é eterna ao contrário dela. Podemos compará-lo com a chama de uma vela que ao menor sopro pode se extinguir e cabe a cada um zelar pelo seu embora a natureza seja mais poderosa.
A passagem para outra dimensão é inevitável e devemos estar preparados, quem vai e quem fica. Em razão desta verdade é que devemos entender a nossa alma cultivando e desenvolvendo os sentimentos de desprendimento e solidariedade para não sermos invadidos pela idéia de perda, sensação ou certeza de culpa. Assim como o dinheiro que vai corresponde ao dar e o ato de receber um pagamento equivale ao dar do outro. E no final do circuito só existe o ato de doação e se todos se doarem todos estarão recebendo.
Amor e desprendimento são os sentimentos que mantém o entendimento e a união entre as pessoas e permitem a superação das dificuldades e a dor nestes afastamentos
Se cremos em Deus, podemos nos resignar e bendita seja a vontade do senhor.
Este pode parecer que não seja o tema ideal para este momento quando se festeja o nascimento de Cristo e uma nova era. O calendário Maia fiel há milhares de anos aos fatos e ao tempo, previu esta mudança, mal interpretada por alguns cavaleiros do Apocalipse como sendo o fim do mundo. Sabemos que o reinicio de contagem do tempo implicaria em nova era iniciando a do “ser” com queda da era do ”ter”. O espaço é infinito como também o tempo o é. Esta premissa nos faz filosofar e entender que, se acreditamos em estágios diferentes de vida da alma, então a cada morte de um lado corresponde um nascimento na outra dimensão. É como o dia que anoitece como se tivesse acabando, no entanto esta se transformando em um novo dia, muitas vezes mais lindo do que aquele que findou.
Fui seminarista dos meus 11 aos 13 anos e neste ambiente a morte era quase comemorada, pois o entendimento de que a oração que roga a Deus que Ele dê os céus como premio, quando Ele escolhe e concede esta graça, ela deve ser comemorada. As missas apesar do Requien no convento tinham conotação festiva. Este conforto me acompanha há muito tempo e creio nele.
Num convívio amoroso, fraternal ou familiar não há propriedade, ninguém é dono de ninguém, mas, não há quem não diga, perdi o meu ou minha...., numa espécie de egoísmo onde o corpo tem maior significado do que a alma
É evidente que dói este tipo de separação ou afastamento imposto pela natureza, mas, como define um pensador:
“A extinção da dor e do sofrimento não se faz pelo esquecimento de quem amamos, mas pela sua transformação, de saudade dolorosa em uma saudade gostosa. Pela lembrança, não da perda sofrida, mas da felicidade de saber que tivemos alguém a quem amamos e por quem fomos realmente amados. E mais ainda: que o amor persiste muito além da dor, bem além do tempo, na dimensão da eternidade. “ Dr Evaldo A. d´Assumpção- Médico Tanatologo.
Sabemos que o corpo por um período é o guardião da alma e sua existência é fragilíssima e não é eterna ao contrário dela. Podemos compará-lo com a chama de uma vela que ao menor sopro pode se extinguir e cabe a cada um zelar pelo seu embora a natureza seja mais poderosa.
A passagem para outra dimensão é inevitável e devemos estar preparados, quem vai e quem fica. Em razão desta verdade é que devemos entender a nossa alma cultivando e desenvolvendo os sentimentos de desprendimento e solidariedade para não sermos invadidos pela idéia de perda, sensação ou certeza de culpa. Assim como o dinheiro que vai corresponde ao dar e o ato de receber um pagamento equivale ao dar do outro. E no final do circuito só existe o ato de doação e se todos se doarem todos estarão recebendo.
Amor e desprendimento são os sentimentos que mantém o entendimento e a união entre as pessoas e permitem a superação das dificuldades e a dor nestes afastamentos
Se cremos em Deus, podemos nos resignar e bendita seja a vontade do senhor.
Campanha de reorganização do serviço médico dos aeroportos dop Brasil
Proposta de campanha nacional –
1°- Propósito –
Solicitar ao governo central uma revisão e reformulação dos serviços médicos nos aeroportos do Brasil
2° Histórico - Relatório da viagem –
Após participar de um mutirão para corrigir a seqüelas de pacientes escalpeladas do estado do Amapá por acidente com o eixo do motor das embarcações. Nesta região não há estradas e a maior parte da mobilização da população é utilizando barcos. Cumprida a missão acompanhado de minha esposa Regina Pereira Oliveira d´Eça Neves Viajamos de Macapá para São Luis do Maranhão com conexão em Belém do Pará em vôos de 45 minutos cada trecho.. Tudo corria normal lanchamos comidas leves e combinávamos as atividades para após nossa chegada a Florianópolis. Desembarcamos no Maranhão sem qualquer queixa por parte dela. Junto à esteira para recolher as malas ela ficou atrás de mim apoiada no carrinho de bagagem durante cerca de dez minutos. Chamou-me pelo nome com voz amena sem qualquer alteração sugestiva de angustia, parecendo querer mostrar alguma coisa. Olhei para trás e ela estava caindo desacordada com intensa congestão cervico/oro/ facial. Tentamos elevar o queixo e lateralizar a cabeça o que foi impossível pela rigidez do pescoço e da mandíbula. Este momento se prolongou por cerca de 7 a dez minutos quando chegou o pessoal da assistência médica do aeroporto. Nada traziam nas mãos. Constatada a gravidade, por não ter maca, foi transportada em cadeira de rodas com cabeça e braços pendentes através da beirada da área de estacionamento dos aviões. Distante cerca 300 metros havia uma sala acanhada com uma maca onde foi acomodada. Nesta hora com manobras muito delicadas um bombeiro não paramédico iniciou massagem cardíaca sem conseqüência para as costelas. Por solicitação minha instalaram oxigênio com mascara simples ao que insistimos na necessidade do ambu. Este foi utilizado sem efeito porque não foi aplicada a devida pressão de maneira que o ar saia pelos lados sem penetração até os pulmões. Também por solicitação minha foi achada uma cânula de Guedel que eu mesmo a introduzi. Decorridos de 25 a 30 minutos de evolução, levantei a sua pálpebra e estava instalada a medriase paralitica. Não foi instalado soro nem foi mantida veia cateterizada, sugeri uso de atropina e queriam injetar adrenalina por ser melhor sic. Sai da sala e fui telefonar para meus filhos, pois o pior estava consumado neste cenário Dantesco. Aceito que talvez mesmo em ambiente adequado não houvesse condições de reverter o quadro, mas, o que assisti e vivi me obriga reagir e fazer esta proposição. Não tinha nenhuma ambulância equipada como as do SAMU, com seu corpo de paramédicos, acho que isto é lugar comum a todos os aeroportos, ainda que sejam considerados de porte internacional. Iniciou então o segundo episódio para cumprir as obrigações legais, preparar e liberar o corpo.
3° - Proposta -
Utilizar o poder dos nossos órgãos de classe para exigir urgente ação dos órgãos públicos competentes para reavaliar e reorganizar os serviços de atendimento médico nos aeroportos do Brasil. Órgãos da classe que devem participar em forma de comissões oficiais com poderes delegados, compostas por membros Conselho Federal e Regionais de Medicina, Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Intensivistas, Sindicato dos Médicos..etc Todos têm suas extensões regionais que podem cada qual realizar em sua jurisdição o seu papel e rapidamente se pode agir e definir o mapa nacional deste serviço hoje incompetente que representa perigo para todos os que ainda estão vivos. 4° Vistoriar e analisar as condições:
a- Arquitetura , relação da posição do ambulatório e o contesto do edifício e a facilidade de mobilização para atender todos os setores e andares;
b- Dotar de portas que reduzam o caminho quando tiver divisórias;
c- Ter carro ou mala com o equipamento completo de reanimação (material e medicamentos);
d- Carrinho tipo campo de futebol em aeroportos maiores para transportar o paciente em longa distancia; e- Múltiplos núcleos em instalações como Galeão e Garulhos, etc
f- Aparelhagem necessária para reanimação;
5° - Reavaliar o pessoal –
a- Contratar somente após concurso rígido;
b- Coibir o uso da política para dotação de técnicos;
c- Reciclagem do pessoal atualmente respondendo pelo setor;
d- Facilitar a comunicação entre o setor e os locais de maior aglomeração;
6°- Orientação policial-
a- Relação publica da polícia que possa orientar as pessoas com alguma dificuldade que envolva aspectos legais;
b- Apoio policial para estranhos que nada conhecem da cidade;
c- Posto policial militar e civil com poder de encaminhar os primeiros documentos como Boletim de Ocorrência etc.,
Conclusão :
Como médicos é dever nosso zelar pela saúde da população e é direito dela receber esta proteção dos órgãos públicos e assim apresentar uma assistência mais digna.
Rodrigo d´Eça Neves
1°- Propósito –
Solicitar ao governo central uma revisão e reformulação dos serviços médicos nos aeroportos do Brasil
2° Histórico - Relatório da viagem –
Após participar de um mutirão para corrigir a seqüelas de pacientes escalpeladas do estado do Amapá por acidente com o eixo do motor das embarcações. Nesta região não há estradas e a maior parte da mobilização da população é utilizando barcos. Cumprida a missão acompanhado de minha esposa Regina Pereira Oliveira d´Eça Neves Viajamos de Macapá para São Luis do Maranhão com conexão em Belém do Pará em vôos de 45 minutos cada trecho.. Tudo corria normal lanchamos comidas leves e combinávamos as atividades para após nossa chegada a Florianópolis. Desembarcamos no Maranhão sem qualquer queixa por parte dela. Junto à esteira para recolher as malas ela ficou atrás de mim apoiada no carrinho de bagagem durante cerca de dez minutos. Chamou-me pelo nome com voz amena sem qualquer alteração sugestiva de angustia, parecendo querer mostrar alguma coisa. Olhei para trás e ela estava caindo desacordada com intensa congestão cervico/oro/ facial. Tentamos elevar o queixo e lateralizar a cabeça o que foi impossível pela rigidez do pescoço e da mandíbula. Este momento se prolongou por cerca de 7 a dez minutos quando chegou o pessoal da assistência médica do aeroporto. Nada traziam nas mãos. Constatada a gravidade, por não ter maca, foi transportada em cadeira de rodas com cabeça e braços pendentes através da beirada da área de estacionamento dos aviões. Distante cerca 300 metros havia uma sala acanhada com uma maca onde foi acomodada. Nesta hora com manobras muito delicadas um bombeiro não paramédico iniciou massagem cardíaca sem conseqüência para as costelas. Por solicitação minha instalaram oxigênio com mascara simples ao que insistimos na necessidade do ambu. Este foi utilizado sem efeito porque não foi aplicada a devida pressão de maneira que o ar saia pelos lados sem penetração até os pulmões. Também por solicitação minha foi achada uma cânula de Guedel que eu mesmo a introduzi. Decorridos de 25 a 30 minutos de evolução, levantei a sua pálpebra e estava instalada a medriase paralitica. Não foi instalado soro nem foi mantida veia cateterizada, sugeri uso de atropina e queriam injetar adrenalina por ser melhor sic. Sai da sala e fui telefonar para meus filhos, pois o pior estava consumado neste cenário Dantesco. Aceito que talvez mesmo em ambiente adequado não houvesse condições de reverter o quadro, mas, o que assisti e vivi me obriga reagir e fazer esta proposição. Não tinha nenhuma ambulância equipada como as do SAMU, com seu corpo de paramédicos, acho que isto é lugar comum a todos os aeroportos, ainda que sejam considerados de porte internacional. Iniciou então o segundo episódio para cumprir as obrigações legais, preparar e liberar o corpo.
3° - Proposta -
Utilizar o poder dos nossos órgãos de classe para exigir urgente ação dos órgãos públicos competentes para reavaliar e reorganizar os serviços de atendimento médico nos aeroportos do Brasil. Órgãos da classe que devem participar em forma de comissões oficiais com poderes delegados, compostas por membros Conselho Federal e Regionais de Medicina, Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Intensivistas, Sindicato dos Médicos..etc Todos têm suas extensões regionais que podem cada qual realizar em sua jurisdição o seu papel e rapidamente se pode agir e definir o mapa nacional deste serviço hoje incompetente que representa perigo para todos os que ainda estão vivos. 4° Vistoriar e analisar as condições:
a- Arquitetura , relação da posição do ambulatório e o contesto do edifício e a facilidade de mobilização para atender todos os setores e andares;
b- Dotar de portas que reduzam o caminho quando tiver divisórias;
c- Ter carro ou mala com o equipamento completo de reanimação (material e medicamentos);
d- Carrinho tipo campo de futebol em aeroportos maiores para transportar o paciente em longa distancia; e- Múltiplos núcleos em instalações como Galeão e Garulhos, etc
f- Aparelhagem necessária para reanimação;
5° - Reavaliar o pessoal –
a- Contratar somente após concurso rígido;
b- Coibir o uso da política para dotação de técnicos;
c- Reciclagem do pessoal atualmente respondendo pelo setor;
d- Facilitar a comunicação entre o setor e os locais de maior aglomeração;
6°- Orientação policial-
a- Relação publica da polícia que possa orientar as pessoas com alguma dificuldade que envolva aspectos legais;
b- Apoio policial para estranhos que nada conhecem da cidade;
c- Posto policial militar e civil com poder de encaminhar os primeiros documentos como Boletim de Ocorrência etc.,
Conclusão :
Como médicos é dever nosso zelar pela saúde da população e é direito dela receber esta proteção dos órgãos públicos e assim apresentar uma assistência mais digna.
Rodrigo d´Eça Neves
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Animais e meio ambiente
Animais e meio ambiente.
Eco sistema é o grupamento de elementos que compõem um ambiente que abriga um ou mais seres que dele se utilizam e dele dependem para existir ao mesmo tempo em que o mantém..
Quando o uso é racional e a proteção existe o equilíbrio é mantido.
Quando um lado deseja aproveitar-se então o desequilíbrio se estabelece.
Vamos discorrer sobre os animais, estes não tem os costumes nem as ambições do homem que neste sistema é o predador.
Outros predadores como gaviões, águias que se alimentam de aves, micos, sagüis e macacos, não permitem a livre proliferação destes pequenos seres e mantém equilíbrio, da mesma forma as corujas em relação aos ratos. Aliás, onde tem estas aves não há ratos.
A barata (único animal que sobreviveu a todas as grandes catástrofes da terra desde a pré-história e ao chinelo) tem seu papel ou como alimento de animais maiores ou transformando os resíduos ao alimentar-se deles.
A minhoca sem dúvida é de extrema importância para a terra, pois produz o húmus essencial para manter a vitalidade e produtividade do solo facilita a penetração da água e permite a aeração.
O espírito bíblico do uso da terra e seus recursos, é embasado no conceito de atender as necessidades orgânicas de cada um e não o de satisfazer a ganância que a leva à exaustão.
O animal que vive por seu instinto não consome mais que as suas necessidades, ele não tem interesse em armazenar quando o meio ambiente lhe é favorável.
Também é verdade que não há animal onde ele não encontre comida e abrigo.
Quando temos frio intenso sem produção de alimentos então eles armazenam e o mais clássico é o esquilo ou serelepe.
Há animais que engordam muito durante a fase farta e depois hibernam consumindo a gordura armazenada. Alias gordura na verdade representa o depósito do excesso de alimento ingerido. Todos os animais engordam pela boca, ou seja, pelo que comem e nenhum engorda pelo vento, ar ou água.
A gordura é energia armazenada e o homem consegue alterar a natureza tornando obesos até gatos e cachorros.
O equilíbrio da fauna existe na mata virgem, quando ela é modificada, ocorre como o que esta acontecendo nos aparados da serra em nossa região. A título de manter a fauna local original foram soltos dois pumas fêmeas e um macho, também chamados de leão baio e eles proliferaram. E por simples proibição de cativeiro, na ilha de Santa Catarina foram liberados alguns sagüis que não tem predador local e o desequilíbrio se estabeleceu, hoje eles comem ovos e filhotes de passarinhos nos ninhos ou invadem dispensas e rompem sacos de farinha, quebram vidros, etc.
Quanto ao leão cada um necessita de 100.000 m² de floresta virgem com flora e fauna originais mantidas e por proliferem hoje não são mais apenas os três. A flora foi alterada pela extensa área de cultivo do pinus estrangeiro.
Como há muito tempo foi destruído o equilíbrio do seu eco sistema, não há mais alimento natural, então ele rouba ovelhas, cabritos, bezerros, ganso e outros pequenos animais dentro dos piquetes, junto às casas e sedes de fazendas pondo em risco crianças e até mesmo o adulto. Diante do desequilíbrio hoje já não justifica, mantê-los livres, ainda que muito lindos eles não são essenciais para harmonia do nosso sistema ecológico.
Com a proibição da caça, as iraras e as jaguatiricas estão multiplicando e dizimando aves e outros animais como coelhos galinhas, patos, etc, dificultando a sua criação.
Não raros os cachorros amanhecem com ferimentos após lutarem com as feras.
Entendo que estamos vivendo num sistema desequilibrado com uma parte feroz e poderosa enquanto a outra parece mais romântica no que toca às aves apesar daquelas predadoras que se alimentam de ovos e filhotes como as gralhas e tucanos.
A ecologia na verdade é uma ciência que tem visões diferentes diante de cada meio ambiente segundo sua flora e fauna, interferindo no todo e dependendo dele.
Necessitam anos de estudo para conhecer cada eco sistema e poder propor sua proteção ou recuperação.
Ecologia
Ecologia
A palavra “Ecologia” vem do grego e significa: oikós (casa) e logos (estudo), ou seja, estudo da casa ou mais amplamente, o local onde vivemos.
Para os antigos filósofos gregos a vida era estática sem adaptações por isto pouco se detiveram nesta análise.
A Linnaeus (1707) é atribuída a iniciação dos estudos que definem a ecologia e foi o primeiro a falar sobre a relação de existência entre o ser e o meio ambiente, Darwin (1859) sofreu dele grande influencia em seu trabalho.
Humbolt (1769) descreveu os espaços ecológicos e fez alusão às relações entre as espécies e as áreas onde proliferam.
Haeckel e a Warming ao redor de 1866, dividem os autores na referencia de quem iniciou o uso do termo ecologia que é atribuído ao primeiro.
A Ecologia estuda as interações entre os organismos e o meio ambiente.
Busca estabelecer e definir a melhor condição do ambiente para que os organismos vivos daquele espaço tenham sempre as condições básicas de nascer, crescer, procriar e assim manter a espécie.
Todos os seres necessitam de equilíbrio entre eles e o meio que os cerca.
Tudo é alterado no meio ambiente quando um ser utiliza a área onde se aloca, o maior exemplo deste efeito são os corais. Pequenos seres produzem formações calcárias para subsistirem ao mesmo tempo em que são alimento para outros que se aproveitam do ambiente para se desenvolverem isto, todavia, é possível apenas enquanto a proliferação de corais se equilibra com a destruição provocada pelos seres hospedeiros o que permite coexistirem em equilíbrio.
Quando um ser se intera com o outro e o favorece, estamos diante de uma simbiose, quando o que se utiliza não se integra com o outro e dele se locupleta estamos diante do parasitismo, quando um ser destrói parte do meio ambiente estamos diante do predador e quando um convive utilizando e complementando do outro, estamos diante do comensalismo em que o exemplo mais clássico é a relação entre o tubarão e a rêmora.
Nosso índio vivia em grandes áreas com rios e florestas e eram nômades.
Alimentavam-se das frutas de uma planta até o fim e mudavam de arvore, tinham vários abrigos em diferentes pontos do espaço que consideravam território da sua tribo e por ele lutavam.
Pescavam em segmentos diferentes dos rios, rodavam sem provocar predação e retornavam após a regeneração..
No momento em que se fixaram e passaram a usufruir de uma mesma área, iniciou a interferência derrubando as árvores para poder plantar e colher.
Quando o grupo era pequeno a repercussão no local era de baixo impacto.
A sociedade deles era comunitarista onde tudo era da comunidade, portanto, de todos. Cada caça obtida ou peixe pescado era motivo de dança e festa onde todos participavam da divisão.
No momento em que foi introduzido o mercado de troca, iniciou a conceituação de valor comparativo e despertou o desejo de ter mais que o vizinho e assim a idéia de riqueza e poder.
Ao longo do tempo a propriedade estimulou a exploração na busca de riqueza, desta forma cortaram as árvores, quebraram as pedras, furaram o chão na busca de minério, extraíram carvão e o meio ambiente foi modificado com grande prejuízo ecológico que custará caro aos cofres públicos e à natureza que levará muito tempo para recuperar. Nossas estradas bloqueiam, represam ou desviam cursos de água e favorecem as enchentes, as plantações em grande escala exigem agrotóxicos que contaminam os cursos de água e provocam mortandade dos peixes eliminando a vida dos rios.
O fato de retirar a vegetação e descobrir os terrenos para o plantio aumenta a erosão que leva terra para o rio que o deixa a água marrom e seu leito lamacento diminuindo a profundidade. A retirada das matas diminui a coleta e fixação da água das chuvas e os rios ficam mais frágeis e desequilibrados, favorecendo maior destruição por ocasião das enxurradas.
A utilização sem sombra de dúvidas deve existir com a meta de atender a população, mas, não para benefício individual. Ao mesmo tempo este trabalho de exploração compete à população enquanto ao governo compete pesquisar, estudar, coordenar e orientar as ações do homem, enquanto as proibições não preservam nem educam, apenas estimulam a burla.
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