Medicina Estética - o que é isto?
Há algum tempo, parte dos procedimentos criados e utilizados pela cirurgia plástica e especialidades que manuseiam a pele, ganharam a simpatia de inúmeros médicos de qualquer outra especialidade. No Brasil consta da Constituição Nacional a liberação para o cidadão que finaliza o curso de medicina, o direito de agir em qualquer área de sua abrangencia. Como a extensão de conhecimento é muito ampla ficou impossivel dominar tudo.
Assim foram criadas as especialidades que são controladas com credenciais dos órãos reguladores da profissão. Quando é obtido o título de especialista e está devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina o profissional pode anunciar. Hoje com a aparente facilidade de uso, as conseqüências maléficas provocadas por produtos como os enumerados no título,esta criando grande dificuldade e polemica. Foi criada uma especialidade com o nome de " Medicina Estética" que não é reconhecida no cenário nacional como tal. Para este curso não há pré requisito como a cirurgia geral para a cirurgia plástica e clinica geral para a dermatologia. Sabendo que cada droga tem papel,ação e função definidos com importantes limitações entendemos que quando mal empregada podem gerar prejuizos em geral definitivos sem solução.
Voltaremos com análise de produtos propostos no mercado.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Abdome ideal para a cirurgia
O abdome ideal para a cirurgia é aquele que pouco ou quase nada necessita para estar ótimo. Com isto quero dizer que se o abdome tem apenas flácidez de pele, será um bom candidato para a cirurgia que vai cumprir por completo sua proposta e função. A medida que aumente a quantidade de gordura sub cutanea maior se torna a dificuldade de obter um bom resultado ou apenas bom. Quando alem do subcutaneo tambem há gordura entremeando os órgãos intra cavitários ( fígado, rins, estomago alças intestinais,etc..), o abdome fica muito abaulado, volumoso, firme com pele sobrando, por vezes contra indicadando qualquer intervenção. Já comentamos antes, mas, vale a pena repetir. Sempre que o abdome se mantiver elevado sem baixar quando a pessoa estiver deitada em decubito dorsal a cirurgia esta proibida sob pena de pós-operatório tumultuado e mau resultado.
Quanto maior o volume de adiposidade entre a pele e o músculo, independente se a pele ainda não é flácida, as cicatrizes serão longas.
Nos abdomes em que a pele esta flácida e seu maior excesso é acima do umbigo então esta indicada a abdominoplastia invertida, ou seja, com o corte abaixo do seio e tração ascendente do retalho. Nos casos em que o abdome esta plano e a pele estiver flacida, cabe então a cirurgia sem atingir o umbigo com a cicatriz ainda relativamente longa. Nos casos em que se indicaria o antigo miniabdome, hoje a lipoaspiração é a melhor solução. Nos casos em que se deseja dimuir o comprimento da incisão podemos induzir a formação de volume e bico da pele no extremo da cicatriz e não serão dois a tres centimetros mais longos que vão invalidar a beleza do resultado. A lipoaspiração de segmentos aumenta os riscos da cirurgia e aumenta o de formação de seromas ( acumulo de liquidos). Há entretanto técnica que preve lipoaspiração severa e tração moderada do retalho. Ainda que no momento da plicatura tenhamos obtido uma boa redução e bom desenho da cintura a camada de gordura do local é capaz de apagar esta vantagem.
Particularmente nós não acreditamos em minicirurgias pois elas tem igualmente mini resultados.
Quanto maior o volume de adiposidade entre a pele e o músculo, independente se a pele ainda não é flácida, as cicatrizes serão longas.
Nos abdomes em que a pele esta flácida e seu maior excesso é acima do umbigo então esta indicada a abdominoplastia invertida, ou seja, com o corte abaixo do seio e tração ascendente do retalho. Nos casos em que o abdome esta plano e a pele estiver flacida, cabe então a cirurgia sem atingir o umbigo com a cicatriz ainda relativamente longa. Nos casos em que se indicaria o antigo miniabdome, hoje a lipoaspiração é a melhor solução. Nos casos em que se deseja dimuir o comprimento da incisão podemos induzir a formação de volume e bico da pele no extremo da cicatriz e não serão dois a tres centimetros mais longos que vão invalidar a beleza do resultado. A lipoaspiração de segmentos aumenta os riscos da cirurgia e aumenta o de formação de seromas ( acumulo de liquidos). Há entretanto técnica que preve lipoaspiração severa e tração moderada do retalho. Ainda que no momento da plicatura tenhamos obtido uma boa redução e bom desenho da cintura a camada de gordura do local é capaz de apagar esta vantagem.
Particularmente nós não acreditamos em minicirurgias pois elas tem igualmente mini resultados.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Abdome
O que se pode pretender com cirurgia plástica do abdome.
Pele e tecido celular subcutaneo caem em razão da flacidez determinada pelo tempo e distenção. O retalho em avental depende da gordura e pele que por vezes cobrem o púbis. O abdome possui as estruturas musculares e as aponeuroses que respondem às modificações impostas com cirurgia. O afastamento dos retos abdominais determina o enfraquecimento da parede na faixa média do abdome. Isto favorece a instalação de hérnia umbilical, tanto maior quanto maior for a distancia entre os músculos e ainda concede à pressão intra abdominal formando o volume da " barriga". São problemas para a cirurgia, defeitos como cicatrizes de intervenções anteriores( vesícula, cesariana, apendicite, etc) eventrações, desvios de coluna e lipoaspiração severa. As técnicas cirúrgicas são antigas e do conhecimento de todos os cirurgiões, apenas dependendo de suas habilidades. As propostas que fazem lipoaspiração sem descolamento ainda estão em evolução e tem médicos que não as aceitam, pois entendem que as cicatrizes terminam muito altas. A chamada mini cirurgia do abdome como qualquer outra, carece de bom resultado pois nunca abrange toda extensão a ser corrigida. A flacidez da parede e dos músculos oblíquos abaula os flancos e favorece o aumento do diametro do ventre. Nos casos de obesidade com grande perda de peso, os retalhos a serem retirados são muito extensos e obrigam produzir cicatrizes muito amplas. A cirurgia tem por finalidade corrigir o excesso de pele e gordura que constituem o retalho retirado com incisão horizontal na porção inferior do abdome, em alguns casos, a remoção vertical é associada. A realização da plicatura na linha média ou nas laterais (linha de Spiegel), devolve reforço e modelagem com a correção da posição dos músculos reto abdominais e obliquos e a plicatura é feita com fios inabsorviveis. A cirurgia terá resultado mais bonito quanto menor forem peso e flacidez de pele, pois assim o corpo ainda não perdeu sua modelagem natural. Nas pessoas gordas ou obesas a cirurgia não é indicada para a nudez e sim para melhorar qualidade de vida e auto estima, podendo ser considerada higiênica. Algumas alterações maiores exigem criação de técnica para resolver o problema como em casos de pós queimadura ou outro trauma. Em todas as situações as incisões são posicionadas em curvas ou sulcos de maneira que as roupas de banho do momento as cubram.
Pele e tecido celular subcutaneo caem em razão da flacidez determinada pelo tempo e distenção. O retalho em avental depende da gordura e pele que por vezes cobrem o púbis. O abdome possui as estruturas musculares e as aponeuroses que respondem às modificações impostas com cirurgia. O afastamento dos retos abdominais determina o enfraquecimento da parede na faixa média do abdome. Isto favorece a instalação de hérnia umbilical, tanto maior quanto maior for a distancia entre os músculos e ainda concede à pressão intra abdominal formando o volume da " barriga". São problemas para a cirurgia, defeitos como cicatrizes de intervenções anteriores( vesícula, cesariana, apendicite, etc) eventrações, desvios de coluna e lipoaspiração severa. As técnicas cirúrgicas são antigas e do conhecimento de todos os cirurgiões, apenas dependendo de suas habilidades. As propostas que fazem lipoaspiração sem descolamento ainda estão em evolução e tem médicos que não as aceitam, pois entendem que as cicatrizes terminam muito altas. A chamada mini cirurgia do abdome como qualquer outra, carece de bom resultado pois nunca abrange toda extensão a ser corrigida. A flacidez da parede e dos músculos oblíquos abaula os flancos e favorece o aumento do diametro do ventre. Nos casos de obesidade com grande perda de peso, os retalhos a serem retirados são muito extensos e obrigam produzir cicatrizes muito amplas. A cirurgia tem por finalidade corrigir o excesso de pele e gordura que constituem o retalho retirado com incisão horizontal na porção inferior do abdome, em alguns casos, a remoção vertical é associada. A realização da plicatura na linha média ou nas laterais (linha de Spiegel), devolve reforço e modelagem com a correção da posição dos músculos reto abdominais e obliquos e a plicatura é feita com fios inabsorviveis. A cirurgia terá resultado mais bonito quanto menor forem peso e flacidez de pele, pois assim o corpo ainda não perdeu sua modelagem natural. Nas pessoas gordas ou obesas a cirurgia não é indicada para a nudez e sim para melhorar qualidade de vida e auto estima, podendo ser considerada higiênica. Algumas alterações maiores exigem criação de técnica para resolver o problema como em casos de pós queimadura ou outro trauma. Em todas as situações as incisões são posicionadas em curvas ou sulcos de maneira que as roupas de banho do momento as cubram.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Abdomen
Cirurgia do abdômen.
Quando nos referimos ao abdome queremos falar da sua parede anterior que tem seus limites assim organizados. Lateralmente na porção superior, as costelas, abaixo os flancos e a crista ilíaca. Na porção anterior necessitamos apreciar sob vários aspectos como, geral, linha central, sentido crânio/caudal e latero/lateral. Na visão geral a parede é formada por uma membrana profunda chamada de peritônio, tem fina camada adiposa e encosta nas aponeuroses que são as capas dos músculos, no centro o músculo reto abdominal e lateralmente os músculos oblíquos superficiais e profundos, por diante dos músculos citados, temos os folhetos anteriores das aponeuroses que são recobertos por gordura de espessura variada formando o tecido celular subcutâneo e tudo contido pela pele. O bordo do gradil costal limita o bordo superior da parede e a bacia limita o inferior. A cirurgia consiste em fazer uma incisão transversal o mais baixo possível interessando pele e gordura até a aponeurose, conforme permita a altura do umbigo em relação ao púbis e tão longa quanto maior for a flacidez do local (pele e gordura). Na linha média é feito o descolamento neste plano entre as aponeuroses e gordura até atingir o processo xifóide junto ao bordo das costelas. O tratamento que é dado ao umbigo consiste em fazer uma incisão em torno deixando-o livre do retalho descolado ( pele e gordura). Existem muitos formatos para esta incisão, cada cirurgião elege aquela que melhores resultados ele obtém. Isolado o umbigo e completado o descolamento iniciamos o pregueamento dos músculos reto abdominais aproximando um ao outro de maneira a produzir cintura reduzindo assim o diâmetro transversal, com pontos de fio inabsorvivel. Passo seguinte tracionamos o retalho ( pele e gordura) em direção inferior e determinamos o novo local do umbigo, retirando também, o excesso de pele e gordura. Isto é feito eliminando a gordura na altura, mas, não na espessura.
Quando necessário fazemos redução do comprimento dos músculos oblíquos o que melhora ainda mais a qualidade da cintura. A retirada excessiva de pele na altura da linha média eleva demasiadamente o monte de Vênus podendo reduzir a sensibilidade no relacionamento. Inicialmente é necessário curativo por 12/24h que é seguido por cinta compressiva, cujo tempo de uso, depende do amadurecimento da cicatriz e redução do edema intrínseco que varia de seis meses a um ano. O acompanhamento pós-operatório é longo para permitir estas avaliações.
A cirugia não libera a boca e é possível engordar com tristes conseqüências.
Quando nos referimos ao abdome queremos falar da sua parede anterior que tem seus limites assim organizados. Lateralmente na porção superior, as costelas, abaixo os flancos e a crista ilíaca. Na porção anterior necessitamos apreciar sob vários aspectos como, geral, linha central, sentido crânio/caudal e latero/lateral. Na visão geral a parede é formada por uma membrana profunda chamada de peritônio, tem fina camada adiposa e encosta nas aponeuroses que são as capas dos músculos, no centro o músculo reto abdominal e lateralmente os músculos oblíquos superficiais e profundos, por diante dos músculos citados, temos os folhetos anteriores das aponeuroses que são recobertos por gordura de espessura variada formando o tecido celular subcutâneo e tudo contido pela pele. O bordo do gradil costal limita o bordo superior da parede e a bacia limita o inferior. A cirurgia consiste em fazer uma incisão transversal o mais baixo possível interessando pele e gordura até a aponeurose, conforme permita a altura do umbigo em relação ao púbis e tão longa quanto maior for a flacidez do local (pele e gordura). Na linha média é feito o descolamento neste plano entre as aponeuroses e gordura até atingir o processo xifóide junto ao bordo das costelas. O tratamento que é dado ao umbigo consiste em fazer uma incisão em torno deixando-o livre do retalho descolado ( pele e gordura). Existem muitos formatos para esta incisão, cada cirurgião elege aquela que melhores resultados ele obtém. Isolado o umbigo e completado o descolamento iniciamos o pregueamento dos músculos reto abdominais aproximando um ao outro de maneira a produzir cintura reduzindo assim o diâmetro transversal, com pontos de fio inabsorvivel. Passo seguinte tracionamos o retalho ( pele e gordura) em direção inferior e determinamos o novo local do umbigo, retirando também, o excesso de pele e gordura. Isto é feito eliminando a gordura na altura, mas, não na espessura.
Quando necessário fazemos redução do comprimento dos músculos oblíquos o que melhora ainda mais a qualidade da cintura. A retirada excessiva de pele na altura da linha média eleva demasiadamente o monte de Vênus podendo reduzir a sensibilidade no relacionamento. Inicialmente é necessário curativo por 12/24h que é seguido por cinta compressiva, cujo tempo de uso, depende do amadurecimento da cicatriz e redução do edema intrínseco que varia de seis meses a um ano. O acompanhamento pós-operatório é longo para permitir estas avaliações.
A cirugia não libera a boca e é possível engordar com tristes conseqüências.
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Barro
Espátula
Como já relatei, morava em Tubarão que dista de Florianópolis não mais que 130 Km.
Nos periodos até 1950 as idas e vindas eram feita pelos chamados caminho da serra ou do litoral que era por baixo ou por Laguna. Perguntava-se, vais pela serra? Este saia de Tubarão por São Martinho, Gravatal, Armazem, subia a serra, passava pela Garganta, São Bonifácio, descia a serra, Queçaba, Vargem Pequena, Vargem Grande, Santo Amaro, Palhoça, São José até Florianópolis ou vais por baixo que significava desviar em Armazém, alcançar Imaruí, Rio d´Una, Mirim, Garopaba, Paulo Lopes, Morro dos Cavalos, Furadinho, Palhoça, São José e Florianópolis. Ou ainda o caminho mais plano que envolvia Jaguaruna, Camacho, farol de Santa Marta, balsa do canal da barra, Laguna, reingressando no trajeto em Mirim. Em qualquer opção eram sete horas de viagem em estrada estreita com muito buraco e poeira. A compensação era comprar, camarão na Laguna, queijo tipo " caccio Cavallo" na balsa do rio d´Una, pão de leite e ou de milho em Paulo Lopes e biscoito Santa Fé na Palhoça. Quando chovia formava lama de barro vermelho misturada com areão de saibro. Numa das vindas para festejar o Natal e passar o verão em Coqueiros, meu pai começou a sentir algo diferente no comportamento do carro acompanhado de ruído estranho. Decidiu então quando chegamos à Palhoça, procurar um local conhecido para verificar o que se passava. Neste momento o barro da estrada já estava mais seco e endurecido. Com todos em seus lugares, parou numa oficia e o mecânico deitou sob o carro. De dentro ouviamos ruídos de raspagens que logo foi seguido de uma solicitação em voz bem forte: - "Manel me tráxx a exxpauta cô tô arrombando moxx dedo tudo!"
Como já relatei, morava em Tubarão que dista de Florianópolis não mais que 130 Km.
Nos periodos até 1950 as idas e vindas eram feita pelos chamados caminho da serra ou do litoral que era por baixo ou por Laguna. Perguntava-se, vais pela serra? Este saia de Tubarão por São Martinho, Gravatal, Armazem, subia a serra, passava pela Garganta, São Bonifácio, descia a serra, Queçaba, Vargem Pequena, Vargem Grande, Santo Amaro, Palhoça, São José até Florianópolis ou vais por baixo que significava desviar em Armazém, alcançar Imaruí, Rio d´Una, Mirim, Garopaba, Paulo Lopes, Morro dos Cavalos, Furadinho, Palhoça, São José e Florianópolis. Ou ainda o caminho mais plano que envolvia Jaguaruna, Camacho, farol de Santa Marta, balsa do canal da barra, Laguna, reingressando no trajeto em Mirim. Em qualquer opção eram sete horas de viagem em estrada estreita com muito buraco e poeira. A compensação era comprar, camarão na Laguna, queijo tipo " caccio Cavallo" na balsa do rio d´Una, pão de leite e ou de milho em Paulo Lopes e biscoito Santa Fé na Palhoça. Quando chovia formava lama de barro vermelho misturada com areão de saibro. Numa das vindas para festejar o Natal e passar o verão em Coqueiros, meu pai começou a sentir algo diferente no comportamento do carro acompanhado de ruído estranho. Decidiu então quando chegamos à Palhoça, procurar um local conhecido para verificar o que se passava. Neste momento o barro da estrada já estava mais seco e endurecido. Com todos em seus lugares, parou numa oficia e o mecânico deitou sob o carro. De dentro ouviamos ruídos de raspagens que logo foi seguido de uma solicitação em voz bem forte: - "Manel me tráxx a exxpauta cô tô arrombando moxx dedo tudo!"
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Aquilino
A PORCA DO AQUILINO
Em outra ocasião o Sr Aquelino foi vítima do Sr Assis, pessoa humana, mas, muito brincalhona que morava na praia do Meio, também Coqueiros, logo após à praia da Saudade. Junto com meu avô levou um ventríloquo. Sei Aquilino tinha uma porca magra cheia de bicho do pé ( Tunga Penetrans) nas pernas. Após apresentados desenvolveram uma conversa sem compromisso sobre as generalidades de uma chácara. Revistaram o pé de cambucá que ladeava a malha de bananeiras em frente ao bambuzal que abrigava pequeno chiqueiro, local onde vivia a dona porca. Discutiram sobre as galinhas na maioria carijós e sobre o galo inglês brigão e lutador. Assim caminharam até o cercado da infeliz suína. Parados ali, questionaram propositadamente sobre as condições da alimentação e saúde do animal. Em dado momento, de surpresa, o Sr Assis perguntou solenemente:
- Dona porca este senhor está lhe tratando bem?
Ao que e o ventríloquo prontamente responde:
- Não senhor, veja só, a água é pouca, minhas pernas estão uma lastima.
- Quer dizer que dá para tratar este seu mal ?
- Dá senhor, é só lavar com sabão e aplicar remédio.
- E comida, recebes bastante?
- Qual o que homem, veja como estou magra e pálida, aqui eu passo fome!
O Sr Aquelino muito espantado dentro de sua inocência interrompe o diálogo olhando para meu avô;
- Senhor, eu juro, esta porca é uma grande mentirosa. Não acreditem nela.
Daí, diante dos fatos e do constrangimento do chacareiro, deram alguns conselhos pertinentes e se afastam despedindo-se da porca com as devidas saudações e ele ficou a interrogar a porca que nunca mais respondeu à niguem.
Em outra ocasião o Sr Aquelino foi vítima do Sr Assis, pessoa humana, mas, muito brincalhona que morava na praia do Meio, também Coqueiros, logo após à praia da Saudade. Junto com meu avô levou um ventríloquo. Sei Aquilino tinha uma porca magra cheia de bicho do pé ( Tunga Penetrans) nas pernas. Após apresentados desenvolveram uma conversa sem compromisso sobre as generalidades de uma chácara. Revistaram o pé de cambucá que ladeava a malha de bananeiras em frente ao bambuzal que abrigava pequeno chiqueiro, local onde vivia a dona porca. Discutiram sobre as galinhas na maioria carijós e sobre o galo inglês brigão e lutador. Assim caminharam até o cercado da infeliz suína. Parados ali, questionaram propositadamente sobre as condições da alimentação e saúde do animal. Em dado momento, de surpresa, o Sr Assis perguntou solenemente:
- Dona porca este senhor está lhe tratando bem?
Ao que e o ventríloquo prontamente responde:
- Não senhor, veja só, a água é pouca, minhas pernas estão uma lastima.
- Quer dizer que dá para tratar este seu mal ?
- Dá senhor, é só lavar com sabão e aplicar remédio.
- E comida, recebes bastante?
- Qual o que homem, veja como estou magra e pálida, aqui eu passo fome!
O Sr Aquelino muito espantado dentro de sua inocência interrompe o diálogo olhando para meu avô;
- Senhor, eu juro, esta porca é uma grande mentirosa. Não acreditem nela.
Daí, diante dos fatos e do constrangimento do chacareiro, deram alguns conselhos pertinentes e se afastam despedindo-se da porca com as devidas saudações e ele ficou a interrogar a porca que nunca mais respondeu à niguem.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Aquilino
Seu Aquilino era o chacareiro do meu avô.
Apesar de eu ter nascido na Maternidade Carlos Correa, morava em Tubarão.
Todo verão vínhamos passar o natal com meus avós e depois íamos para praia da Saudade onde ficava a sua chácara . Reunia tios, primos na maior liberdade possível.
Podíamos pescar siri de jereré, capturar cavalo marinho nos buracos da lama durante a maré baixa, tirar ostrinhas nas pedras e catar barata da pedra para pegar baiacu no trapiche do Sr Urila.
Trabalhava como chacareiro o Sr Aquilino, homem simples de poucos conhecimentos e extrema inocência que cuidava do espaço.
Ele e sua família utilizavam o mato dos fundos da propriedade para fazer suas necessidades fisiológicas, o que além de não ser bom habito comprometia sua criação de porco e galinhas. Um dia meu avô o chamou, elegeram o local, ficando combinado que ele abriria um buraco no chão enquanto seria providenciada a privada de madeira para não mais contaminar a vegetação.
Passada a semana, com o aparelho pronto para ser montado, foi verificado que o referido buraco era muito pequeno tendo sido feito com apenas 20x20x20cm, momento em que ocorreu o seguinte dialogo:
- Mas, seu Aquilino este buraco está muito pequeno!
- Num tá não, Dotô! - nós semos gente de pouco comer.
Apesar de eu ter nascido na Maternidade Carlos Correa, morava em Tubarão.
Todo verão vínhamos passar o natal com meus avós e depois íamos para praia da Saudade onde ficava a sua chácara . Reunia tios, primos na maior liberdade possível.
Podíamos pescar siri de jereré, capturar cavalo marinho nos buracos da lama durante a maré baixa, tirar ostrinhas nas pedras e catar barata da pedra para pegar baiacu no trapiche do Sr Urila.
Trabalhava como chacareiro o Sr Aquilino, homem simples de poucos conhecimentos e extrema inocência que cuidava do espaço.
Ele e sua família utilizavam o mato dos fundos da propriedade para fazer suas necessidades fisiológicas, o que além de não ser bom habito comprometia sua criação de porco e galinhas. Um dia meu avô o chamou, elegeram o local, ficando combinado que ele abriria um buraco no chão enquanto seria providenciada a privada de madeira para não mais contaminar a vegetação.
Passada a semana, com o aparelho pronto para ser montado, foi verificado que o referido buraco era muito pequeno tendo sido feito com apenas 20x20x20cm, momento em que ocorreu o seguinte dialogo:
- Mas, seu Aquilino este buraco está muito pequeno!
- Num tá não, Dotô! - nós semos gente de pouco comer.
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