terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bolinho de chuva de massa de panqueca

Bolinho de chuva
Não havia casa ou família que não tivesse uma receita de bolinhos para fritar numa tarde de chuva.
Acredito que isto esteja ficando cada vez mais difícil, pois as cidades estão crescendo e noventa por cento das pessoas já necessita de condução para ir a algum lugar e não é mais possível visitar o vizinho da rua nem do apartamento ao lado pois já não se conhecem ou não desejam estas intimidades. Certas famílias estão semi desmanteladas e o núcleo básico da sociedade esta carente. Em casa, cada qual se isola diante de um eletrônico fica tão distante que chega a se comunicar através de mensagens pelo email.
Aquela educação básica com conceitos do certo e errado está sendo substituída pelo comando dos interesses individuais onde o que mais vale é levar vantagens pessoais que considera a ética como sinônimo de incompetência ou tolice.
Aquela boa educação onde o mais moço respeitava o mais velho e lhe estendia as mãos diante da necessidade e não deixava de cumprimentar os colegas de trabalho, desapareceu. Utilizam a palavra, senhor, apenas nos momentos de repreensão ou crítica com cinismo e não no dia a dia como deviam.
Assistimos estas constatações com medo, pois é terreno propício para a introdução de novos conceitos sociais e políticos, onde reina desestímulo, apatia, ausência de credo, que desmontam o comportamento comunitário uniforme que mantém as instituições.
Podemos observar que cidades existem com poder aquisitivo que permitiram a desintegração de seus times de futebol simplesmente pela falta de entusiasmo e espírito coletivo e ausência de líder em formação ou platéia para ele.
Apesar dos pensamentos anteriores o espírito de reunir a família, pelo menos em torno da mesa, nos faz trazer uma receita fácil e muito interessante.
Pode ser doce ou salgada bastando dosar o açúcar ou o sal sem outro ingrediente.
Recebe bem banana batida junto com os ingredientes ou outro como queijo parmesão ou ricota fresca ou curtida e defumada farelo de lingüiça, carne moída frutos do mar, etc.
A criatividade permite atender as curiosidades e vontades.
Bolinho de massa de panqueca
Farinha de trigo --------------------- quanto seja necessário
Ovos- -------------------------------------3 unid
Óleo --------------------------------------1 colher das de sopa
Açúcar - --------------------------------- 1 colher das de chá
Sal -----------------------------------------a gosto
Leite -------------------------------------- 2 copo tipo americano
Fermento químico ------------------- 1 colher da de café para cada ovo
Quando com camarão-
Pimenta do reino --------------------- povilhar sobre os camarões
Alho,-------------------------------------- 1 dente grande
pimentão, gengibre. ----------------- pedaços sem exagero
Camarão, ------------------------------- ½ quilo

No liquidificador:
Colocar três ovos (clara e gema, abrir antes em local diferente para não perder a massa se estiver estragado),
Fio de óleo (Azeite de oliva de preferência),
Fermento 1 colher rasa das de chá para cada ovo
Pequena colher de açúcar (para melhorar a liga da massa), Sal e pimenta do reino a gosto, alho 1 dente grande, pimentão.pedaços, gengibre pequeno pedaço, camarão 1 xícara de chá, leite dois copos e a farinha de trigo é adicionado pouco a pouco, até desaparecer o buraco que se forma no centro do conteúdo do liquidificador em movimento.
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Untar uma forma (de suflê grande ou individual) com manteiga, enfeitar com camarões inteiros (é facultativo em formas grandes adornar com tiras de pimentão) levar ao forno pré- aquecido e assar até que o palito introduzido, saia seco.
Como falamos é simples e permite toda fantasia que não produza muita água e altere as relações com o trigo, situação que não possibilita assar nem crescer. O ponto da massa apresentado como o desaparecimento do olho no centro do liquidificador enquanto em movimento, demonstra esta relação com a umidade que se alcança colocando paulatinamente a farinha.
O ponto para considerar assado é o mesmo de todos os bolos, ou seja, crescido, dourado e seco quando conferido com um palito.
Não desejamos chuvas para que a receita seja experimentada, recomendamos para o lanche da tarde de qualquer dia, ela aproxima a família, alegra amigos ou cativa novos.
Necessitamos recriar a família como ela deve ser, integrada e participativa.

sábado, 19 de novembro de 2011

Coisas da Cirurgia Plástica

Coisas da cirurgia plástica.
Há o credo junto à população que é vantagem reunir mais de uma cirurgia para serem realizadas de maneira associada.
Esta é a impressão de vantagem que existe entre as pessoas que desejam uma modificação global alterando todas as áreas do seu corpo de uma só vez.
Não devemos esquecer que todas as cirurgias são iguais e que no caso da cirurgia estética o paciente não esta doente e a operação tem por finalidade promover o encontro entre o corpo e o espírito na busca da restituição e revigoração da auto-estima.
A expectativa que mexe com os sentimentos do belo e do bem estar às vezes libera o entendimento que tudo é possível e fácil.
Hoje sentimos existir uma espécie de competição entre os pacientes que comparam entre si volumes de prótese de silicone como se os tamanhos do tórax fossem iguais, nestes casos cada paciente tem um tamanho de prótese para ser implantada segundo seu corpo da mesma forma que variam os tamanhos dos sapatos.
Outra inocência é quando o paciente chega ao consultório encomendando um tipo de tratamento como se fosse a compra de quilos de comida ou modelo de vestido.
Isto é impossível, pois há um corpo e técnicas cirúrgicas que permitem resultados dependentes de indicação médica mantendo sempre nexo de causa e efeito.
Todos os pacientes são operados com o peso corporal do momento, passados dias meses ou anos qualquer modificação deste detalhe altera o resultado.
Na verdade o candidato à cirurgia vai a seu médico e confessa a ele que sua alma não esta satisfeita com determinado detalhe do seu corpo, cabe então ao médico avaliar, chegar a um diagnóstico e discutir com o paciente sua proposta de tratamento e não simplesmente aceitar a encomenda. A ação do médico é limitada por vários itens a serem observados que são de desconhecimento do paciente, mas, que fatalmente conduzem o resultado que pode ser considerado desconforme e gerar indisposição entre médico e paciente.
Hoje em dia com a teleconferência, programas de ensino continuado, revistas especializadas, internet, congressos, etc, o aceso à informação é tão grande que não existe mais o médico melhor ou pior informado. Como em tudo na vida, características pessoais fazem sim uma diferenciação sem, todavia, desqualificar ninguém. As sociedades especializadas e os Conselhos Regionais estão à disposição na internet, atendem por carta ou telefone, respondendo sobre quem é e condição do medico escolhido.
O curso de medicina é uno, as especializações são desenvolvidas após o curso regular, a constituição nacional reconhece o médico como capaz e aceita que pratique qualquer ato pertinente á profissão. No caso da cirurgia plástica completados os 6 anos de curso regular seguidos de mais 5 anos de especialização, portanto, implica em 11 anos de formação.
Preocupa-nos quando a escolha do médico é feita pelo preço. Na maioria das vezes leva o paciente a submeter-se à cirurgia com médico não especializado com grande risco de insucesso.
A maioria dos acidentes em cirurgia plástica está ligada à banalização do ato cirúrgico, abuso na solicitação ou indicação arrojada por excesso de segurança.
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo em 2009 diante do alarmante número de acidentes desenvolveu uma pesquisa entre os ofendidos e encontrou um dado muito importante, 97% dos acidentes em cirurgia plástica, aconteceram nas mãos de leigos ou médicos não cirurgiões plásticos. Outro espaço que é preocupante está ligado ao crescente uso de material injetado como botox, polimetilmetacrilato, ácido hyalurônico, tatuagens e outros em razão das contaminações ou rejeições possíveis. A implantação de brincos (pearcing) na orelha onde tem cartilagem pode determinar infecção chamada de pericondrite e conseqüente destruição total da orelha com retrações e engrouvinhamento que a deixa com aspecto de couve-flor.
Todo paciente deve antes de qualquer cirurgia ser avaliado em sua totalidade seguindo os protocolos de segurança que se diferenciam em razão da idade e condições de saúde naquele momento. Nem todas as pessoas podem ser operadas nem atendidas em todas as suas pretensões.
Aliás, em medicina tudo pode ser feito algumas coisas não se deve fazer.
Por exemplo, após a cirurgia vem a pergunta, - Posso fazer exercício? - a resposta ideal se não for o momento é; - Pode, mas, não deve.
O médico não proíbe nem da ordem, ele dá conselho, segue quem for esperto.

Congresso médico

Congresso

Entendemos como congresso toda reunião de pessoas que se reúnem para discutir e desenvolver algum assunto que seja de credo geral ou mesma prática profissional.
Assim quando se trata de congresso eucarístico ali se reúnem cristãos que crêem na eucaristia, quando é congresso literário reúnem-se literatos e em congressos médicos reúnem-se médicos.
Durante três a quatro dias discutem-se temas relativos à medicina ou limitado à especialidade.
O local é escolhido durante o evento do ano decidindo através de votação em reunião integrada pelos presidentes regionais e representantes da nacional, tentando mobilizar dentro dos limites das macro-regiões do Brasil e como tudo envolve política, a campanha é divertida e movimentada.
Todo congresso médico, uma vez definida a cidade, escolhe o espaço onde se desenvolverão os trabalhos. Para tanto são necessários auditórios amplos com todos os recursos de som e imagem, hoje controlados por computador. Existem muitas formas de apresentar os trabalhos científicos.
Cientificamente todo congresso é regido pela associação médica geral ou da especialidade.
Por vezes são apresentadas cirurgias ao vivo, aulas ou conferencias através da tele conferencia com condições de retorno de áudio que permite falar diretamente com o palestrante.
Mediante convite o médico com saber reconhecido por seus pares é chamado para falar sobre o tema onde mais se destaca, em mesa redonda, seminário ou conferencia.
Os conferencistas são médicos brasileiros ou estrangeiros que se destacam através de publicação de trabalhos científicos em revistas nacionais ou internacionais.
Outros se inscrevem com temas livres, vídeo editado, pôster, etc. formas de apresentar assuntos que vem estudando e pesquisando e sobre os quais já tem alguma conclusão.
A participação do médico em congresso de maior afluxo é paradoxal diante do esforço que faz para estar lá, se observarmos que tem em geral apenas uma intervenção que dura não mais que 8 a 10 minutos para expor de maneira reduzida seu trabalho usando fala, fotos ou pequenos filmes.
Cada intervenção é certificada que ao longo da vida é o tesouro que compõe nosso currículo, às vezes, sem paredes suficientes para pendurar tanto diploma.
Da programação social constam coquetel de abertura e jantar festivo, estes momentos festivos na verdade são os responsáveis pelo congraçamento dos participantes que na maioria já se conhecem e se ocupa em estreitar ainda mais os laços de amizade.
O número utilizado para os contratos antecipados é baseado no fato de que em geral 30% dos participantes se inscrevem antecipadamente. Ainda que não saibamos quantos estarão presentes tudo é calculado por hipótese sobre esta estimativa.
Esta forma de organizar é muito difícil porque nunca se sabe por antecipação o número exato de participantes e nem a receita disponível.
Para viabilizar estes encontros o médico tem que ter posses suficientes para cobrir todas as despesas. Corre por sua conta viagem, estada hoteleira, inscrição no congresso pessoal ou casal se a esposa acompanhar, além do tempo que se afasta e deixa de trabalhar sem remuneração.
O recurso para a sociedade da especialidade ter condições de efetivar o encontro é oriundo das inscrições, anuidades e venda de balcões para os laboratórios fazerem exposição e venda de seus produtos, o estado não participa a não ser com o abono das faltas.
Se a adesão não corresponder em número de inscritos suficiente, o prejuízo é pago pelos organizadores. Tudo, entretanto, é feito em nome do maior conhecimento científico e melhor capacidade profissional desta forma dirigido à sua comunidade e clientela.

Nesta semana que envolve o feriado do dia 15, estaremos em Goiânia no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica que reúne em torno de 3000 participantes.
Ficamos contentes por participar da programação científica, ensinando e aprendendo no mesmo tempo que divulgamos o encontro em Florianópolis que foi escolhida para sediar um evento internacional em dezembro próximo, porque tem apelo turístico muito marcado e profundo na região que reúne Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil. O Congresso do Cone Sul que faz parte da programação anual da Federação Ibero Latinamericana de Cirurgia Plástica.
Como conclusão desejo esclarecer a quem não conheça que os eventos recebem nome de palestra, conferencia, curso, encontro, seminário, jornada ou congresso segundo a magnitude geográfica envolvida, duração e número de participantes que o evento representa.

domingo, 30 de outubro de 2011

Faça um prato Chic

Camarão no champanhe
E:mail - rodrigodeca@gmail.com

Para dois ou em grupo você pode fazer vezes de “Chef du Cuisine”.
Não é difícil. Necessita um mínimo de conhecimento, ingredientes, tempo motivação, boa vontade e paciência. A proposta é sofisticada conforme a preparação e o carinho a serem dispensados. Desta forma vamos analisar a proposta. As quantidades serão utilizadas segundo a posição do prato, se for apresentado como entrada, basta dois camarões se for prato principal quatro deles, aumente o número de camarões na proporção que seu tamanho fique menor. Aconselho deixar alguns sobressalentes para eventual apaixonado que deseje “repeteco”, pois fica muito saboroso.
Assim como o vinho cujo sabor não pode encobrir o do alimento servido os temperos não podem encobrir o sabor do motivo do prato servido.

Ingredientes:
Camarão grande (pistola), calda de lagosta ou peixe, 300g por pessoa.
Cebola 1 média ralada para cada quilo de camarão
Alho 2 dentes para cada quilo de camarão
Farinha de trigo colocar aos poucos para dar o ponto ideal
Pimenta do reino – a gosto moída na hora sobre o camarão
Noz moscada - pitadas
Champanhe (brut) – 1 a 2 copos em razão da necessidade
Manteiga 1 colher das de sopa para cada quilo de camarão
Sal-pimenta do reino a gosto
Gengibre ralado - a gosto sem exagero (opcional)

Molho – Fogo brando
Derreter a manteiga
Fritar a cebola ate quase dourar
Acrescentar a farinha de trigo, fritar como para molho branco,
Noz moscada 1 pitada,
Gengibre ralado
Dissolver com champanhe mexendo sempre
Água ou caldo de verdura sem sal para completar a diluição

Cozinhar ao dente o camarão, lagosta ou peixe em pedaços neste molho e servir.




Notas:
Polvilhar moderadamente o camarão, peixe ou lagosta com pimenta do reino e sal.
O molho deve ficar com espessura suave, ainda ralo sem ganhar consistência de mingau. Deve escorrer de uma colher, mas, não espalhar no prato como caldo quando servido. Bater para desfazer os grumos. Não exceder na quantidade de champanhe, pois gera sabor acentuado de fermentado. Se necessitar utilizar água para manter diluído o molho.

Arroz
Cebola 1 média e 1 dente alho finamente picados
Pimentão - finamente picado em cubos 1 fatia
Batata inglesa 1 média ralada
Ervilha- a gosto
Milho – 1 lata
Arroz- 1 xícara das de chá para cada três pessoas
Pimenta do reino, a gosto
açafrão ou cúrcuma – alguns pistilos ou 1 colher das de chá dissolvidos em água morna
Tomate cereja inteiro 1 para cada convidado
Sal a gosto

Esquentar o óleo e fritar a cebola até vidrar, alho, arroz, e juntar milho, ervilha, polvilhar com pimenta do reino moída na hora, cubinhos de pimentão, batata ralada, cobrir tudo com dois dedos de água e juntar o açafrão ou cúrcuma.
Colocar os tomates sobre tudo e cozinhar junto
Cozinhar tudo ao ponto do arroz.
Montagem do prato:
Com tigela ou xícara moldar uma quantidade do arroz enfeitado com o tomate cereja cozido e um ramo verde (cru) fora do centro do prato, dispor os camarões encostados no arroz, cobrir o restante do fundo com o molho sem ocupar as bordas.
Pode também dar asas a criatividade

Como entrada pode ser servida torrada composta por,
Torrar Fatia de pão salgado em forno forte:
Fina camada de patê de carne de porco defumado (tipo lingüiça)
Enfeitar com: Fatias de tomate cereja e folhas de manjericão

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Monarquia

Monarquia
A monarquia está viva, ela ainda existe.
Esta forma de governo sobrevive em número significativo de países em todo mundo. A temida opressão existe apenas em regimes ditatoriais, sob argumento de democracia liberal onde nem a imprensa pode se manifestar.
Não tenho conceito firmado sobre as monárquicas do oriente, que são muitas. Sabemos que o império chinês fechou suas portas para o mundo ao atingirem elevado nível de desenvolvimento superando todas as outras culturas da época. Este bloqueio não evitou que os países alcançassem o conhecimento que tentaram obstruir durante quase 2000 anos. A revolução popular desmantelou a corte chinesa, cruzou grande período reprimido sob governo não monárquico, mas, totalitário e ditatorial. No Japão ainda é mantido o sistema imperial com grande valia, pois é aberto buscando o bem estar da população e não do governo. Todavia o respeito à figura do monarca é tão intensa que quando erra em cargo do governo não encontra além do suicídio a reparação de seu mal.
Podemos observar algumas situações como Dinamarca, Suécia, países monárquicos onde a condição da economia permite vida digna para seus súditos sendo repartida de forma semelhante, independente da atividade de cada um. A Inglaterra é a mais discutida, porém, centraliza boa parte das evoluções culturais porque é extremamente liberal sem abandonar o controle da população onde também há desvios de conduta, mas, não permanecem impunes. Recebem grande número de estrangeiros que lá permanecem exercendo as mais variadas funções. Honram àqueles originários de suas colônias zelando por seus direitos, reconhecendo a devida cidadania.
A Espanha cruzou longo tempo sem acatar sua casa real, entretanto obteve rápido e grande desenvolvimento após retornar à sua condição anterior de monarquia. Apesar de ter seu rei o sistema é parlamentar e socialista exercido pelo primeiro ministro em perfeita harmonia com a corte em favor de seu país.
Existem outras nações onde revoluções populares instalaram regimes comunistas em que apenas seus mandantes alcançaram o direito ao bem estar em contrapartida adotaram rígido controle contra a população o que em tempo curto, levou à falência, moral, econômica e social por falta de legitimidade.
Na América sob variadas formas mantinham um chefe (cacique ou rei) e praticavam o comunitarismo onde todos lutavam pelo bem comum como ainda perdura entre nossos indígenas.
Em outras situações como Venezuela, Cuba e Bolívia a promessa de liberdade e igualdade se transformou em ditadura repressiva e opressiva como estamos assistindo e exercida por pessoa comum e não rei.
Quando as pessoas que propõem o retorno ao regime monárquico para o Brasil se manifestam estão pensando em regime livre, respeitador, honesto dirigido para o bem comum.
Durante o governo de D Pedro II o sistema era parlamentarista com pessoas que exerciam papel de deputados e senadores. Nos municípios a função legisladora era exercida pelos conselheiros, pessoas escolhidas por consenso popular que amavam sua cidade, possuíam bens que os permitia dedicarem seu tempo sem qualquer remuneração. Além de cargo honorífico era salutar, pois eliminava os compromissos eleitorais que hoje interferem na moral, abrem a permissividade e estimulam a cobiça das pessoas.
O primeiro ministro eleito por seus pares administra os bens públicos voltado unicamente ao bem estar do povo. Perde seu mandato por falta de competência ou deslize moral
A figura do rei ou imperador representa um moderador que mantém as causas públicas dentro de uma linha de ação sem interferência ou retrocesso, pois não há variação de partido no comando. A decisão do que fazer cabe ao parlamento a forma de realizar cabe ao primeiro ministro e a mediação cabe ao monarca. Ele desde o seu nascimento é preparado para atuar como estadista, representar o país e por ele zelar. Como sua ascensão independe da política, não necessita fazer composições para alcançar o cargo, podendo manter total isenção e independência nas suas posições.
O rei utilizará suas propriedades e receberá salário como já acontecia com D Pedro II, enquanto suas atividades oficiais são providas pelo estado como é oferecido a qualquer governante.
A figura do rei faz parte da cultura do nosso povo, demonstrada nas vestimentas de carnaval que mantém a modelagem da corte, nos reis que nomeamos para futebol, musica, pipoca, soja, carne, etc.
Compramos e pagamos com o real, rendemos homenagem aos reis Roberto Carlos, Pelé e outros tantos ao mesmo tempo em que negamos a evidente necessidade do retorno à monarquia.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tumores de pele

Tumores de pele
As lesões em geral quando formadas por proliferação de um determinado tipo de célula, geram uma unidade volumosa considerada tumor.
Todas as lesões, independente da cor, genericamente conhecidas como “sinal”, são aquelas as quais me refiro como “tumor”. Difere das situações em que há um edema (inchaço) limitado fazendo volume sem estabelecer uma estrutura celular são chamadas de “tumoração”, abcesso com núcleo repleto de secreção é o exemplo que posso citar. As tumefações são aqueles volumes de edema difusamente elásticos sem limites definidos.
As lesões podem ser malignas ou benignas felizmente as mais freqüentes. O tratamento das cancerosas deve demorar o menor tempo possível para se desencadeado. Para as lesões benignas a solução é sempre estética, pois sua permanência não causa nenhum mal. Para a maligna o tratamento será determinado pelo diagnóstico que avalia o seu comportamento e risco.
Sempre que for percebida uma mancha que altere seu volume, cor, consistência, com ou sem sintoma deve ser avaliado por médico clinico ou cirurgião ligado à pele para orientar o tratamento. Os bordos podem ser definidos, indefinido, elevado, regular ou irregular cuja análise auxilia no diagnóstico e prognóstico. Os sintomas mais comuns são pruridos (coceira), fisgada, dor, ulcera, descamação, crosta com ou sem sangramento.
Úlceras que não cicatrizam em um mês devem ser examinadas, lesões que ultrapassam este prazo em geral são malignas e necessitam acompanhamento médico.
Há ferida produzida por fungos, micro organismos que simulam câncer de pele e podem ser resolvidas com medicamento oral ou pomada, todavia é importante alguém experiente para diferenciá-las .
Todas estas lesões aparecem com maior ou menor facilidade dependendo da cor da pele. O sol através dos raios ultravioleta é o responsável por toda degeneração que ocorre no epitélio. Dos tipos conhecidos de pele, a branca é a mais sensível e a negra é a mais resistente embora todas estejam sujeitas às alterações e ao câncer.
As crianças mais clarinhas quando na praia se expõem em excesso ao sol que é intensificado pelo reflexo na areia, queimam, descascam e logo aparecem as “ephelides” (sardas) no rosto e ombros. Ao descascar a primeira camada da pele formada por queratina que atua como filtro é eliminada, em geral após formar bolhas com o suor e expõem as células mais profundas sensíveis à luz e calor. Trabalhos realizados na Austrália observaram que a sua população com etnia predisposta submete-se a sol intenso, razão pela qual desenvolve mais câncer de pele que em outros países. Nestes últimos anos pela rarefação na camada de ozônio e liberdade de penetração dos raios solares, aumentou muito o número de lesões malignas na pele inclusive em nosso território.
Existem as lesões conhecidas como pré-câncer que evoluem para malignidade ao serem estimuladas por fatores externos. O controle destas alterações facilita o diagnóstico precoce e favorece o tratamento.
Quando pequenos, os tumores permitem cirurgia eficiente com menor destruição com cura e resultado estético/funcional de melhor qualidade.
O habito do uso de filtro solar entre 15 e 20 FPS já permite boa proteção e tem reduzido o aparecimento destas intercorrências.
São oferecidos vários tipos de “bronzeadores” que na realidade são tintas que pintam a primeira camada da pele ( queratina) e desaparecem tão rápido quanto colorem de conseqüências desconhecidas.
Na pele há uma camada de células (melanócitos) que fica na base da epiderme e são as responsáveis pelo escurecimento da pele, produzindo pigmento negro (melanina). Quem estimula a produção de melanina é a luz não o calor e as bebidas como (café, fanta, coca cola, etc) sensibilizam os melanócitos e aumentam a formação de pigmentos.
Baseado nestas verdades é que se fazem as campanhas de prevenção alertando para os fatos descritos.
Acompanhar as alterações que aparecem na pele ou as modificações que ocorrem nos “sinais” é um comportamento necessário para evitar surpresas.
O abuso do sol na juventude é o câncer de pele da maturidade.
Cuidem-se.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Barco em tempo ruim

O barco em tempo ruim.
Como sabem todo barco tem por baixo o casco redondo no sentido transversal e relativamente reto de proa a popa. A proa (frente) necessita de inclinação que force o casco subir e de uma lâmina vertical que corte as águas, já a popa (atrás) é montada de maneira a sustentar o casco sem permitir o embarque da onda que a persegue quando se navega a favor das vagas. Na parte inferior próximo ao apoio do mastro é a localização da quilha que é fixa e tem seu peso proporcional ao tamanho de cada iate, nos barcos menores para uma ou duas pessoas este recurso é feito com uma lâmina móvel de metal que é a bolina. Desta forma o barco pode inclinar até o vento escorregar pela vela deixando-o quase deitado que volta à sua posição vertical na primeira redução da causa. Isto não ocorre com os barcos pequenos chamados de monotipos e dotados de bolina que podem virar.
Este fato não apresenta maior perigo, pois são equipados com compartimentos estanques ou bóias de plástico que os mantém flutuando. Além do banho e da mobilização dos objetos dentro da embarcação, nada mais incomodo acontece.
Este peso de compensação corresponde ao que se chama de lastro que pode ser fixo como no caso da quilha que permite fazer dela uma embarcação estável e segura, móvel quando é carga como se faziam nas caravelas ou o peso dos tripulantes quando em barco pequeno. O lastro é calculado para suportar a pressão e esforço que o vento faz sobre as velas e deve compensar o efeito das estruturas altas (mastreação) permitindo uma inclinação segura e estável.
No manejo do barco devemos trocar de bordo, soltar ou caçar as velas na mudança de rumo e assim manter o equilíbrio. No vento forte a opção é mudar a vela de proa por uma menor, reduzir o tamanho da grande ou mestra para manter o equilíbrio do barco sem perder velocidade nem a potencia tão importante para cortar as águas e manter a dirigibilidade. Existe momento dentro de uma tempestade que se retiram todas as velas e a navegação é feita em árvore seca a busca de abrigo. Outras vezes permite mínimas velas e exige que se soltem cabos (cordas) no mar com algum objeto amarrado que não afunde, chamada de âncora flutuante que ajuda a alinhar e manter o rumo por permitir estabilizar a embarcação, momento em que a mobilização sobre o convés é feita apenas quando for imprescindível e sempre preso a um cinto de segurança.
Nestas ocasiões o mar que se forma fica coberto de pequenas ondas que quebram e fazem espuma em tal quantidade que o mar se veste de branco, as vagas aumentam de tamanho e a visibilidade é muito prejudicada, se alguém cair na água dificilmente será encontrado. Todo marinheiro deve conhecer de costura, marcenaria, mecânica, primeiros socorros e principalmente o uso dos instrumentos de navegação. Distante e a noite nem sempre é possível ver as luzes da costa e nestes dias as estrelas estão encobertas e não há como se guiar sem GPS, posição determinada por satélite.Estes barcos em geral são equipados com rádio e a comunicação é muito importante.
Os pescadores se utilizam da vaga para apenas por intuição, saberem sem instrumento a direção da terra.
Não sobra roupa seca uma vez que a chuva e o respingo do mar molham tudo e ninguém pode abandonar seu posto para nada.
O trabalho é dividido por turnos de quatro horas quando e o repouso num beliche que se chama de tarimba é obrigatório, depois de algum tempo quando ali consegue dormir, o marinheiro esta tarimbado.
A parte anterior das tempestades é chamada de cabeça e tem maior intensidade. Estes instantes são rápidos, irregulares e violentos, porém, a borrasca amaina, regulariza e a tranqüilidade volta a bordo. Embora trabalhosas e difíceis as soluções, são obtidas por que quem vai ao mar se prepara em terra.
Frio e fome não existem, apenas líquido é de consumo rigoroso.
Na ausência de ventos (calmaria) era passar o tempo com o barco parado balançando. Entre os tripulantes tinham aqueles que representavam peças de teatro ou músicos que executavam composições feitas especialmente para serem apresentadas a bordo como existe até hoje em navios de cruzeiro.